Puros & Vinhos

sexta-feira, março 06, 2009

4ª Prova á Quinta

Ordem de saída

LD

MJ

PS

DP

NA

BB

Média

Vinha da Defesa 2008

14.00

13.50

14.00

12.50

15.00

14.50

14,00

Monte Velho 2008

13,50

13,00

13,50

11.00

13,00

14,50

13,25

Soalheiro primeiras vinhas 2007

16.50

16.00

16.00

14.00

16.00

16,50

16.13

Quinta dos Carvalhais Alfrocheiro 2003

16.00

15,00

15,50

15,50

16,00

15,50

15.63

Herdade das Servas Touriga Nacional 2005

16,50

16,50

16,50

17,00

17,00

16.50

16.63

Terras da Luz Reserva 2005

15.50

16.00

16,00

16,00

15,50

16,00

15.88

Preta 2005

16.50

16,50

17,00

16,00

17,00

16,50

16.63

Quinta da garrida Touriga Nacional 2004

15.50

14,50

15,50

14,00

13,50

15,00

14.75

Quinta do Casal Branco 2006

15.50

15.50

16.00

15.50

16.00

15.50

15.63

Herdade do peso Colheita 2003

14.50

15,00

14.50

15.00

13.50

15.00

14.75

Antes de falar dos vinhos propriamente dito, tenho de voltar a informar da forma como são feitas estas provas.

Todos os confrades trazem um vinho de casa devidamente tapada, são depositadas as garrafas numa sala, e um dos elementos vai buscar as garrafas para a prova. Sendo depois votado consoante o critério de cada provador. A média final é feita tirando o máximo e o mínimo das várias notas dadas a cada vinho e dividido pelos restantes provadores.

Vinha da Defesa 2008 Br(Alentejo,Preço:7,00€) Cor amarelo palha, a cair para o desmaiado. Mostra aroma frutado, cheio, com exuberantes notas limonadas, pêssego e fruta tropical ligeiramente adocicado. Insinua um aroma gordo, com leves sugestões vegetal.

Acidez correcta, boca fresca e frutada é um vinho bem elaborado e agradável. Feito num estilo "agrado a todos.

Média:14,00

Monte velho 2008 Br – (Alentejo, Preço:3,50€) Como bem sabemos, o vinho Monte Velho branco ou tinto é um caso de sucesso. Destas garrafas fazem-se literalmente milhões! Esta que nos caiu em sorte apresenta cor amarelo esbranquiçado e aroma fresco e vivaço. Suaves notas citrinas, um pouco de erva fresca, na boca repete a dose e acrescenta um muito leve toque mineral. Para o preço não se pode exigir mais, e a verdade é que não desmerece à mesa e que acompanha sem dificuldades uma refeição

Média:13,25

Soalheiro Primeiras Vinhas 2007 Br – (Vinhos verdes, Preço:13,00€) Nariz fresco e denso nos aromas a fruta, a lembrar alperce, pêra e maracujá. A envolvência vegetal, de relva fresca cortada e espargos, e a componente mineral dão-lhe um toque equilibrado. Na boca a acidez comanda a estrutura, dando vivacidade e um comprimento longo, cheio, ao mesmo tempo leve e fresco. A persistência de sabores é vegetal e mineral, com as fundamentais sensações a fruta tropical, necessárias num Alvarinho novo. Um branco amplo, delicado, saboroso, que alia na perfeição componentes frutadas, vegetais e minerais.

Média:16,13

Quinta dos Carvalhais Alfrocheiro 2003 TT – (Dão) Nota-se uma ligeira evolução na prova de nariz. No conjunto é muito elegante e apetecível. Existe uma complexidade de aromas notável: fruto preto, florais, balsâmicos e tabaco.

A elegância é a palavra de ordem. Na boca, a acidez é fresca, a concentração moderada, e a riqueza dos taninos saborosa. O final de boca é longo, com persistência de sabores a fruto preto e esteva. Um vinho muito bem feito.

Média:15,63

Herdade das Servas Touriga Nacional 2005 TT(Alentejo, Preço:12,90€) Nariz limpo, directo, com predominância de intensos aromas florais e frutados. Um leve toque de madeira, dão-lhe um toque bem definido mas subtil. Na boca entra moderado, com envolvência de aromas florais que terminam numa estrutura leve mas saborosa, apelando à elegância. Este perfil fresco e desprendido possui uma objectividade de aromas e sabores impressionante, capaz de atrair os gostos de qualquer consumidor no mundo. Este perfil aromático fez-me também recordar os bons Touriga Nacional elaborados na região do Dão. À parte as questões comerciais, a Touriga Nacional, vinificada desta forma, conquistaria o panorama internacional num abrir e fechar de olhos.

Média:16,63

Terras da Luz reserva 2005 TT – (Tavira /Algarve, Preço: 14€) O David Insiste nos vinhos algarvios, sempre com a convicção que esta região ainda tem muito a dar ao país vinícola e que surpresas agradáveis poderão advir no futuro. O potencial existe, falta capital e sobretudo vontade e ânimo de fazer bem. Este Terras da Luz aparece muito bem vestido, num binómio garrafa/rótulo elegante e distinto. Um bom sinal!

De cor vermelho rubi. Nariz airoso, perfumado, desta vez o Cabernet pesa pouco e a Trincadeira evidencia-se declaradamente no aroma. Fruta discreta, fruta vermelha, com cereja, framboesa e groselha em destaque.

Estrutura delgada, um pouco franzina, curiosamente sente-se mais o peso da madeira na boca que na prova aromática. Taninos secos, nunca transpõem a barreira da agressividade, mantendo o bom senso e a compostura. Acidez assertiva, se exceptuarmos os taninos, este tinto de Portimão mostra-se redondo e "simpático" no paladar.

Média:15,88


Preta 2005 TT - (Alentejo, Preço: 19,95€) Forte concentração de cor. Nariz guloso, muito guloso, com apontamentos doces, apesar de equilibrados. Fruto preto, baunilha e madeira formam uma "banda" de sucesso. Na boca é equilibrado, muito saboroso, intenso nos sabores a fruta. Sem impressionar, a acidez acerta o compasso geral, contribuindo para um final longo, abraçado por doces taninos. O consenso será generalizado apesar de impressionar mais pela sua espessura e intensidade, não tanto pela sua complexidade.

Média: 16,63€

Quinta da Garrida Touriga Nacional 2004 TT – (Dão,Preço:9€) Para todos aqueles que acompanharam a sua evolução, paira no ar alguma desilusão, porque o vinho perdeu alguma potência e parte da carga frutal inicial. Contudo, preserva tonalidades rubi muito vivas e uma grande envolvência aromática, com os frutos vermelhos a entrelaçarem-se com notas de especiarias e balsâmicos, a que acresce um ténue alicorado que reforça a complexidade do conjunto. Estrutura média/alta num vinho vivo, fresco, persistente, com um final em que os taninos, persistentes mas dóceis, combinados com notas de barrica evocam grande sofisticação. Um conjunto que prima pelo equilíbrio e pela harmonia e, talvez por isso, precisasse de mais «raça» para deslumbrar. Esse é, por norma, o problema dos vinhos em que a suavidade e a elegância sobressaem. Mas, no vinho como na vida...não se pode ter tudo.

Média:14,75

Quinta do casal Branco 2006 TT – (Ribatejo) A cor é relativamente opaca, os aromas são frutados, ricos de compota, com nuances de tabaco, chocolate de leite e muito leve especiaria. A boca é bastante "moderna", fica marcada pelo sabor a a chocolate de leite, fácil, directa, mas agradável. Feito num estilo, agrado a todos, penso que de facto consegue agradar à maioria, e apesar de muito internacional, mantém uma alma portuguesa.

Média:15,63

Herdade do Peso Colheita 2003 TT – (Alentejo) Cor vermelha, pouco intensa, com concentração ligeira e opacidade reduzida. Fruta discreta, pouco expressiva e aromas terrosos marca indelevelmente a prova aromática deste tinto alentejano. A boca revela acidez firme (demasiado firme?), que aliada a uma "magreza" acaba por lhe deixar os taninos a descoberto. Confirma a discrição da fruta e apresenta fim de boca curto. É um vinho para o dia-a-dia, um vinho simples, um vinho elaborado num estilo consensual e sem complicações.

Média: 14,75

1 Comments:

Blogger Presidente said...

Peço imensa desculpa por esta falha, mas ao aproveitar no meu computador a folha em que fiz a 3ª prova não pensava que depois de a publicar ela ficaria no mesmo sitio mas como a 4ª prova.(não percebo nada disto, vou pedir a demissão de administrador do blogue)

Logo para que a prova de ontem ficasse em primeiro lugar guardei os posts anteriores para voltar a inserir para a semana.

4:44 da tarde  

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