Puros & Vinhos

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Vinhos, Toiros,Puros & Vinhos e familia no Colete Encarnado 2009

Depois de uma longa ausência, vou fazer uma crónica sobre um encontro de amigos feito no fim-de-semana passado durante a festa do Colete Encarnado 2009 em Vila Franca de Xira.

Sábado dia 4 de Julho de 2009 16:00

Para refrescar um pouco a quente tarde que se fazia sentir, começámos por um Gin Tanqueray Ten tónico um super gin aromático e vestido com um bonito e elegante fato verde que nos matou a sede e nos limpou o palato para o que veio a seguir.

Para acompanhar a salada de varias alfaces papaia e camarão temperada com uma mistura de lima,óleo, sal e pimenta começámos por um Rosé:


Perlarena 2007 um rosé da região de Toro/Espanha, apresentado numa curiosa e engraçada garrafa, uma botelha de vidro fosco onde quase tudo é rosado menos a rolha artificial que se apresenta num lilás forte, um rosé muito salmonado, meio rosa clarinho, uma cor muito pouco vulgar, uma cor que é francamente atraente. Aroma frutado qb, com morango, framboesa e groselha a assumir os gastos da casa. É fresco na boca, mas demasiado neutro e anónimo, o final é prejudicado pelo excesso de álcool (13,5º) que apresenta. Acompanhou na perfeição a salada elaborada pelo Chef Malé.Nota:13

Já os campinos tinham trazido os toiros para a rua, quando acendemos o lume para começarmos a grelhar uns ricos carabineiros, que foram acompanhados por outro rosé:

Roma Pereira Rosé 2007 que se apresenta numa linda garrafa esguia e elegante, um núcleo vermelho/rosa que se vai esbatendo em tons rosa, acabando praticamente incolor junto ao bordo. Álcool bem coberto num vinho de perfil simples e directo. Morangos e framboesas a testemunhar o grande protagonismo dos aromas primários. Corpo mediano, consistência e graciosidade de sabores numa evolução muito focada no fruto. Doçura comedida num final mais sedutor e mais persistente do que em muitos brancos e tintos já provados. Bem feito e, acima de tudo, nada enjoativo, com um bom balanceamento entre ácidos e açucares. Uma agradável surpresa para quem olha para o estilo rosé como um vinho "de circunstância", e se revelou um excelente acompanhamento para os vermelhos e suculentos carabineiros. Nota:15

Para alguns, ainda não tinham bebido vinho mas sim refrescos, queriam era tinto e bom não era a zurrapa que existia fora de portas, vendidas em embalagens tetrapack. Para as carnes grelhadas foi feita uma prova de vinhos tintos servidos em copos Riedel Vinum Syrah, ou seja um luxo. Deixo aqui algumas considerações sobre os vinhos provados:

Esporão Touriga Nacional 2006 , este Touriga alentejano apresenta aromas de fruta madura, com muita amora e framboesa, alguma ameixa e notas especiadas da madeira onde estagiou. O palato é confrontado com muita, muita fruta (novamente amoras), mostra-se quase doce, mas felizmente existe uma acidez firme que torna este Touriga num vinho revigorante e refrescante. Taninos pujantes, este é um vinho muito atractivo.Nota:16



Rolf Binder "Heysen" Shiraz 2005, este Syrah australiano apresenta-se com cor carregada, quase opaca, aroma frutado, muito frutado mesmo, mas com fruta de bom recorte, fruta elegante e irresistível que prima pela elegância. Leves notas de barrica, a fruta percorre a ameixa e a cereja, sempre elegante, sempre sedutor.

Boca possante, intensa, frutada, potente e arrebatador, mas simultaneamente austero e delicado. Entra fino e sóbrio, quase feminino, para logo crescer em leque e terminar num eterno crescendo que se recusa a parar.Nota:17,50

Two Hands Lilly's Garden 2005, sobre este vinho deixo link do nosso jantar de natal de 2008 onde foi provado este vinho: http://purosevinhos.blogspot.com/2008_12_01_archive.html



Finca Sandoval TNS 2006 Magnum Manchuela/Espanha Este Touriga espanhol cola-se bastante aos nossos bons tourigas do Douro, pois este Finca Sandoval apresenta cor grená muito intensa, do mais opaco e profundo que tive oportunidade de observar. Aspecto denso, compacto, cerrado, maciço, a deixar adivinhar um vinho muito concentrado e potente. Mostra aromas de fruta muito madura, amora,s cereja, ameixa preta e mesmo uva passa. Notam-se aromas alicorados em profusão, cânfora, aromas, especiarias e notas subtis da tosta da madeira.Um nariz forte, intenso, tal como a cor já sugeria...

A boca não esconde a sua origem de terra quente, embora consiga manter todos os componentes em equilíbrio e harmonia. É um vinho que impressiona pela dimensão e pela potência, sendo contundente na estrutura. É amplo, com corpo médio/cheio, com taninos maduros e fortes e com um evidente predomínio da componente frutada sobre as restantes. Falta-lhe um pouco mais de acidez para contrabalançar a doçura, mas é sem dúvida um vinho muito guloso e atraente. Final longo e concentrado. Um bom touriga de nuestros hermanos. Nota:17,50

A noite já ia longa e na manhã seguinte haveria mais festa.

Domingo 5 de Julho de 2009

Sobre este dia deixo aqui a crónica da jornalista Patrícia Sardinha sobre a corrida mista realizada:

Num dos fins-de-semana mais taurinos em Portugal, Vila Franca de Xira animou-se nas ruas e marcou presença na Palha Blanco, com cerca de três quartos de casa para assistir à Corrida Mista que marcou as Festas do Colete Encarnado.

Lidaram-se toiros de Falé Filipe, bem apresentados mas de desigual comportamento, destacando-se o sexto que se demarcou pelo bom piton direito tendo inclusive dado volta à arena sob ovação do público.

António Telles abriu a tarde frente ao primeiro toiro com 550 kg efectuando uma lide em crescendo. Antecedeu o primeiro comprido com uma passagem em falso. Cumpriu com mais dois ferros da ordem. Sofre toque depois de cravar o primeiro curto, e durante o resto da actuação o cavaleiro esteve muito voluntarioso, entrando quase sempre em terrenos do toiro, cravando no sítio mais três ferros. Uma actuação de menos a mais com muita entrega do cavaleiro.

João Telles Jr. esperou à porta gaiola o toiro que lhe tocou, com 510 kg, levando-o depois em boa brega. Esteve irregular na ferragem comprida, tendo ainda sofrido um forte toque. Nos curtos exibiu-se, principalmente no quarto ferro de alto a baixo com o toiro a por a cara debaixo do braço do cavaleiro. Toureou alegre e com grande conexão às bancadas.

Na lide a duo a dupla da Torrinha demonstrou conformidade na actuação com ferros cravados sucessivamente e com sucesso ao toiro com 515 kg, culminando com um ferro violino de execução do Telles mais novo que empolgou as bancadas.

O matador espanhol Sanchez Vara foi a Vila Franca com toda a entrega de quem toureia em Sevilha. Recebeu o primeiro do seu lote, de 510 kg, com uma larga cambiada de joelhos, mostrando-se variado e elegante com o capote. Bandarilhou de perfeição três pares. E na muleta, não tendo evidenciado muito de toureio fundamental recriou-se em arrimo e valentia, iniciando a função de flanela sentado na trincheira, depois ostentou-se de um toureio com muito mando mas de pouco temple. Repetiu a dose de arrimo no sexto da tarde, com 475 kg voltando a receber o oponente com duas cambiadas de joelhos postos na arena e a bisar no brilho no tércio de bandarilhas. Com a muleta voltou a por-se de joelhos e assim deu meia dúzia de muletazos deixando rendido o público de Vila Franca. Aproveitou as investidas da rês pela direita e efectuou passes em redondo rematados com adorno.

João Augusto Moura não teve tarefa fácil com o quarto toiro da tarde com 470 kg, brusco e no qual o novilheiro apenas sacou passes isolados, levados muito por fora numa faena que acabou por ser sonsa e sem transmissão. Melhor sorte no último toiro, com 465 kg e que apesar de fugir para tábuas, foi mais colaborador e permitiu ao jovem efectuar muletazos de muito interesse e boa nota, com ligação e em redondo.

Os forcados de Vila Franca de Xira efectuaram três pegas ao primeiro intento. A primeira pelo cabo Vasco Dotti que apesar de decomposto na cara do toiro, aguentou bem; Diogo Pereira numa pega sem problemas; e Paulo Conceição com muito boa ajuda a aguentar bem.

Dirigiu a corrida o Sr. Manuel Jacinto numa tarde em que o toureio a pé se demarcou em terra de Matadores.



Sexta-feira, Maio 15, 2009

Finca Sandoval Cuvée TNS 2006 Magnum

Acabo de receber esta garrafinha que teria todo o gosto em partilhar com os meus amigos.

purosevinhos@gmail.com

Quinta-feira, Maio 14, 2009

Uma lufada Primaveril, pelo Chef Henrique Mouro

No tributo à Matilde e ao Martim...

Como chegàmos um pouco mais cedo, o Rogério e eu estàvamos à conversa com o Chef Henrique, quando nos propôs provar uma pequena flôr, com pequeninas pétalas amarelas e brancas. Mastigação efectuada e lá concluimos tratar-se de mostarda, mas daquela verdadeira de travo amargo pronunciado, qual mostarda de Dijon.

Confidenciou-nos então que esta é uma das várias flores que nesta estação, usa na sua gastronomia e que são tão silvestres quanto regionais.

Degustado o gin tónico, enquanto iam chegando todos os outros companheiros, fomo-nos preparando para o Ruinart, que já vem sendo o nosso habitual primeiro vinho.

Este oferecido pelo Mário João, que para afastar as prenunciadas mágoas da jornada futebolistica, vinha "equipado" com um pólo verde de muita esperança.

A abertura deu-se com umas "Ostras num leite-creme queimado com rebentos e saté".

Grande abertura, embora não sendo exultante de aromas e sabor a sua delicadeza emprestava um excelente emparelhamento ao Ruinart que ainda restava e uma boa saudação aos brancos que já se aprumavam.

Eu apreciei especialmente neste prato a contrastante textura da ostra panada.

É verdade que se perde um pouco da frescura da ostra degustada ao natural, mas o leite creme contribuiu e muito bem com uma agradável frescura adicional e original.

O prato que se seguiu é um bom exemplo de regionalidade e sazonalidade.

"Sável fumado, as ovas e azeitonas numa saladinha"

O sável, em Vila Franca anuncia a Primavera, já que vem em Março e faz parte intrinseca da cultura gastonómica desta cidade.

Um fino filete de sável (sem espinhas!!!) fumado, emulsionado com as suas próprias ovas e temperado com flores primaveris e azeitonas. Aqui o Chef foi claro na necessidade de mastigar conjuntamente todo o preparado para que as flores exercessem a sua função, de tempero desta salada.

Um prato moderno actual num empratamento perfeito a exultar a cultura gastronómica regional.

Esta é uma clara interpretação moderna e pessoal de um prato regional.

Se até aqui já se ouviam comentários mais ou menos generalizados de apreço pelos pratos, o aplauso mais consensual da noite deu-se com o "Robalo com manteiga de amendoim, batata-doce e pezinhos".

A degustação do peixe em si mesmo resultou no comentário geral de "grande prato".

De facto o que impressionou foi a frescura e sabor delicado deste Robalo em conjugação perfeita com a emulsão aromática que o acompanhava. O toque adocicado do puré de batata doce a complementar na perfeição.

Nada a acrescentar, bom talvez – quero mais -...

om este Robalo, terminávamos também os 3 excelentes vinhos brancos que bebemos neste jantar.

A prenunciar as carnes que se avizinhavam, uma "Sardinha assada com queijo de cabra e morangos", deu aso à melhor "maridagem"da noite (minha opinião), sendo o referido "marido" o primeiro tinto o D'Aremberg dead Arm 2005 TT.

O prato em si só não foi dos mais elogiados, já que (pelo que mais tarde percebi) faltaram a este prato as instruções de como o comer, quero dizer este prato deveria ter sido comido de acordo com uma sequência bem precisa (instruções do Chef), mas com toda a animação já existente,acabámos por não cumprir.

Embora a sardinha, os morangos e o queijo de cabra sejam bem nacionais, o seu empratamento e apresentação levou-me até Espanha.

O pão crocante a fazer lembrar uma boa tostada, sendo o vermelho do tomate de barrar sobre o pão, aqui substituido pelo vermelho dos saborosos morangos, mais um toque de Primavera...

Após a fase inicial mais contida, que estranhei, agora com as almas já aquecidas e mais reconfortadas, a jornada futebolistica a dominar a conversa a par das primeiras impressões dos primeiros 3 tintos.

Excelentes vinhos, mas a curiosidade e maior surpresa da noite revelou-se pelo menos para mim, devo confessá-lo, nos dois primeiro vinhos tintos, no que respeita às castas constituintes de cada um deles...

Voltando aos pratos.

Continuàmos os nossos tintos com um, "Entrecosto assado com favinhas e rama de alho".Prato correcto, mas que me pareceu ter sido senão o menos consensual, talvez aquele que teve menor aplauso geral. Eu destaco as favinhas, como o próprio nome indica, vagens ainda jovens e delicadas, comidas inteiras com sua casca.

O último dos pratos com que terminámos os tintos foi outro original e grande momento gastronómico, "Lombinho de porco bísaro com arroz de caracóis, túberas Cenoura, ervilhas e beterraba", um naco de porco bísaro de qualidade e cozedura irrepreensíveis a trazer o cheiro ao verão que se aproxima, através dos caracois de um arroz de legumes frescos de sabor original e que muito bem emparelhou com esta magnifica carne.

A maior originalidade da noite foi, para mim, a sobremesa, "Ervilhas, cenoura e beterraba", mais especificamente gelado de ervilha sobre bolinho de cenoura e amêndoa com compota de beterraba.

A mim provocou-me um efeito "purificador".

Menos doce do que uma sobremesa tradicional, mantendo contudo a frescura vegetal dos seus vários ingredientes, foi o contra-peso perfeito para os "excessos" dos pratos anteriores

Magnifico final de refeição

Ainda sobre o gelado de ervilha, atrever-me-ia a propôr ao Chef Henrique Mouro a utilização desta bola de gelado de ervilha, como "limpa palato" em Menus de Degustação, como alternativa aos tradicionais limão e tangerina.
A acompanhar esta sobremesa, um moscatel muito original, que foi mais um dos triunfadores da noite ao conquistar mais um aplauso geral.
Um pós-refeição perfeito, um sublime Monte Cristo Sublime, acompanhado por um muito bom rum.
Foi mais uma memorável refeição, com os meus destaques pessoais a serem, a ostra panada com seu leite-creme, o suculento robalo, o campestre arroz de caracóis e o fresco gelado de ervilha.

Dos vinhos a habitual crónica do Sr. Luis Diniz, eu direi apenas que a classificação mais baixa que dei foram 17 valores, tendo ficado arrebatado pelo fantástico El Nido.

Os meus agradecimentos,ao Chef Henrique Mouro e a toda a equipe do restaurante Club.

ao Presidente e ao Mário João, pelos magnificos vinhos que nos proporcionaram.

ao Sr. Mário Duarte e David pelos sublimesa

os restantes companheiros, por mais uma magnifica noite de convivio e partilha.




António Amaro

Terça-feira, Maio 12, 2009

Tributo á Matilde e ao Martim III


Pela terceira vez resolvi convidar os meus amigos para estarem presentes num jantar de tributo á Matilde e ao Martim. Como sempre tento apresentar um leque de vinhos de excelência que adquiro durante um ano propositadamente para os apresentar neste evento.

Este jantar realizou-se no restaurante Club em Vila Franca de Xira, onde fomos presenteados por um esmerado jantar de degustação elaborado pelo Chef Henrique Mouro.

Antes do jantar brindamos á saúde de todos os presentes e famílias com o Champagne de eleição, Ruinart Banc des Blancs oferecido pelo Mário João, especialmente para este evento.

Para o inicio da refeição passámos á prova cega de brancos, desta vez resolvi decantar os vinhos brancos imediatamente antes de os servir. Houve alguns dos presentes que estranharam o porquê de decantar os vinhos brancos. A razão que dei foi que tinha lido algures, que vinhos que estagiaram em madeira e que se considerem encorpados podiam mostrar outras características se fossem decantados. A prova revelou-nos que essas premissas estavam correctas, os vinhos foram evoluindo com o tempo em copo e com o baixar da temperatura.

Quanto aos vinhos as considerações foram as seguintes:

Improvisació 2007 Br
(Região: Penedés/Espanha, Casta: Xarel.lo, Teor alcoólico: 13º, Productor: Cas Raspallet Viticultors, Preço:21€, Produção: 610 garrafas)

Bebemos a nº170 das 610 garrafas produzidas. Apresentou-se num amarelo com suaves tonalidades douradas. Nariz muito envolvente dada a profundidade e complexidade aromáticas, mas, sobretudo, pela originalidade de estilo. Um aroma vigoroso, sem ser pesado, a sugerir notas de fruta cristalizada, fruta cozida, chá, jasmim, menta e frutos secos. Uma verdadeira encruzilhada de sugestões aromáticas, envoltas pelas nunces tostadas, que tornam difícil, mas ao mesmo tempo estimulante, o papel do provador. Continua sedutor no palato: corpo mediano, evolução fresca a confirmar o primeiro nariz e um final com média persistência. Uma casta com potencialidades e que, acreditamos, permitirá oferecer aos consumidores vinhos de muito bom nível. Média: 16,30

Guru 2007 Br (Região: douro, Castas: Viosinho, Gouveio, Rabigato e Códega, Teor alcoólico:12,5º, Enólogos: Sandra Tavares e Jorge Serôdio Borges, Preço:25€)

Cor amarelo ouro claro. Basta levar o copo ao nariz pela primeira vez para logo a boca se abrir de espanto face a tamanha concentração, complexidade e intensidade. Devemos começar pela fruta, pela maçã madura, pela pêra generosa e pelos pormenores suaves do pêssego. Não nos podemos esquecer de mencionar as suaves notas melosas, o perfume do caramelo. Finalmente, não podemos passar ao lado do assombroso lado floral, um jardim na graça da primavera a iluminar e a alegrar as narinas.
Intenso, mineral, este branco cobre o palato de fruta branca, numa explosão mista de fruta e pedra capaz de devolver a vida a um morto! Estruturado, relativamente gordo, a acidez não dá um segundo de tréguas, mantendo-o sempre em forma, estaladiço e objectivo. É um vinho de enorme complexidade, rico, equilibrado e com um longo e poderoso final de boca que convence os mais cépticos. Média: 16,75

Maritávora Reserva 2007 Br (Região: Douro, Castas: Códega de larindo, Viosinho, rabigato, malvasia e outras, Teor alcoólico: 13º, Enólogo: Jorge serôdio Borges, Preço: 27€, Produção: + 2000 garrafas)

Apresenta-se na cor amarelo palha carregado, quase na transição para o amarelo ouro.
O aroma está bastante fresco, muito leve, gracioso e perfumado. Transmite a imagem de um campo coberto de flores. Mas logo de imediato somos despertados para a presença da casca de pêssego. As marcas de fumo não são imediatas, mas após alguns volteios mais violentos do copo, elas aparecem e permanecem por algum tempo, associados a tosta e um pouco de caramelo. Mas sem intensidade suficiente para mascarar os outros aromas delicados, apenas um complemento.
Está macio e sedoso, glicerinado, muito suave, com acidez diminuta mas suficiente para enquadrar o vinho. No conjunto temos um branco muito harmonioso e perfumado. Média: 16,15

Em resumo foi uma excelente prova de vinhos brancos, onde nenhum dos vinhos sobressaiu. Uma curiosidade foram os dois vinhos do Douro terem como enólogo Jorge Serôdio Borges, mas com perfis muito diferentes, no Guru nota-se a mão feminina de Sandra Tavares tanto no aroma (exuvberante) como na prova de boca (sedutor e elegante), este foi o melhor branco que provei do ano de 2007.

Passámos então á prova cega de tintos, que foram chegando pela seguinte ordem:

D'Aremberg Dead Arm 2005 TT
(região: McLaren valley/Austrália, Casta : syrah, Teor alcoólico: 14,5; Enólogo: Chester D'Aremberg Osborn, Preço: 40€)

Uma das curiosidades deste vinho é a sua proveniência, Dead Arm é o nome dado a uma doença causada na videira pelo fungo Eutypa Lata que gradualmente mata um dos galhos da planta. A parte sobrevivente, porém, recebe toda a dedicação e nutrientes e produz frutos altamente saborosos e concentrados. O vinho é produzido somente com uvas de plantas afectadas pela doença. Mostra aromas complexos de ginga, amora, especiarias, chocolate preto, tabaco, enfim uma panóplia de aromas impressionante. Antevê-se uma certa doçura no nariz, quase licor, com fruta muito madura mas com uma impressão de acidez revigorante. O que nesta fase não é nada discreta é a presença de madeira, fortíssima, intensa, indisfarçável (estágio de 21 meses em barricas nova de carvalho francês e americano)l.
Ameixa preta madura e pimenta moída de fresco, são as primeiras sensações transmitidas ao palato na prova de boca. Os taninos são do tipo macho, fortes, assertivos, intensos, quase aterradores. Com o arejamento, os taninos suavizam um pouco, a cor perde alguma da sua potência e o vinho mostra-se mais "educado". Apesar da ligeira sensação de doçura transmitida pela fruta muito madura, a acidez penetrante devolve-lhe elegância, frescura e equilíbrio. A madeira de carvalho, a fruta madura e a acidez pronunciada travam uma curiosa batalha pelo domínio do palato num final de boca impressionante e extraordinariamente prolongado.Média:17,35

El Nido 2006 TT ( Região: Jumilla/Espanha, Castas: 70%cabernet Sauvignon e 30% Monastrell, Teor alcoólico: 15,5º; Enólogo: Cris Ringland (Australiano), Preço: 100€)

De cair para o lado! Enorme na concentração, completamente opaco, com tons violáceos no bordo. O "primeiro nariz" remete-nos para um vinho do novo mundo talvez um syrah australiano, estava enganado. Isto só comprova que não percebo nada disto. A evolução no copo aumenta a versatilidade do conjunto e as notas de fruto preto e chocolate surgem entrosadas com nuances balsâmicas e especiadas. Pura e simplesmente divinal na boca: cheio, muito encorpado, pastoso, com uma robustez tânica para 20 anos e um final absolutamente estonteante. Está lá tudo: a potência e o fulgor, o equilíbrio e a harmonia, num estilo raro e absolutamente esmagador. Perfeito. Como se o vinho servisse de anestésico ... e plenitude fosse a palavra de ordem. Renda-se ao que de melhor este mundo tem para dar... em Cabernet, ou noutra coisa qualquer! E, não se admire se, ao beber isto, julgar que entrou na "twilight zone". Entrou mesmo. Pergunto-me quantas vezes na vida voltarei a sentir as mesmas sensações ao provar um vinho? Inesquecível... e de um campeonato completamente à parte! Média:18,15


Abandonado 2005 TT (Região: Douro; Castas: Lote de castas típicas do Douro; Teor alcoólico:14,5; Enólogo: Domingos Alves de Sousa, Preço: 65€)

Este vinho foi considerado pelo critico Parker como o melhor vinho português provado neste na, tendo obtido 94 Pts. E todos sabem que quando este senhor põe um selo de qualidade em qualquer vinho o preço dispara, por isso se o vinho chegou ao mercado a cerca de 60€ depressa chegará aos 100€.

Vamos mas é ao que interessa, o vinho. Apresenta-se de cor opaca, quase impenetrável, esconde-se um vinho encantador, um tinto que desvenda notas suaves de cereja, ginga e ameixa, para logo se abalançar para os florais. Todo ele é suavidade e delicadeza, desde os taninos polidos mas encorpados, passando pela acidez muito bem integrada, terminando na estrutura pujante mas harmoniosa. O trinómio corpo/taninos/acidez aliado à fruta, oferece-nos um vinho carregado de personalidade. Média: 17.20


Avó Sabica 2004 TT (Região: Alentejo; castas: Trincadeira, Aragonês, Cabernet sauvignon e Alicante bouchet; Teor Alcólico: 15º, Produtor: Casa Agricola Santana Ramalho, Preço:48€)

Apresenta-se num lindo robe violeta escuro. A pureza e sensualidade da fruta alentejana estão dentro do copo, vincadas pela personalidade da ameixa e casca de laranja. As especiarias surgem por detrás deixando rasto a baunilha e noz moscada, tudo avivado por uma frescura notável, equilibrada. Na boca mostra raça, estrutura, equilíbrio respeitável para quem tem 15º de corpo. Termina longo, fresco, vivo, com persistência de sabores a madeira, fruta e especiarias. Os taninos polidos, domesticados, cooperam com a acidez dando profundidade ao corpo no final de boca. Um conjunto imediato, apetecível. Média:17,65

Com a sobremesa bebemos um moscatel de Alejandria da região de Málaga, que não deixou ninguém indiferente.

Jorge Ordoñes & Co Nº2 Victória 2005 Blanco naturalmente Dulce
(Região: Malaga; Casta: Moscatel de Alejandria; Teor Alcoólico: 13º; Preço:31€; Enólogo: Alois Kracher)

Victória vem da selecção de vinhas velhas situadas no ponto mais altos do município de Almárchar. A colheita é feita manualmente em meados de Agosto. A fermentação é feita na sua totalidade em depósitos de aço inóxidavel, como é característico nestes vinhos. O seu álcool vem exclusivamente da fermentação da uva. Não nos podemos esquecer que é elaborado pelo senhor dos senhores dos vinhos doces austríacos Kracher.

Se isto é o segmento baixo, resta-nos apenas suspirar e sonhar com a gama alta (Essência), que essa, não deve ser para meros mortais! A primeira "bofetada" que nos atinge, é a dimensão da fruta exótica, de toda a luxúria que representa. Fruta muito madura, quase decadente, fruta que se situa num ponto intermédio entre o barroco e o surrealismo. Logo em seguida surgem em catadupla o mel, a compota, o pêssego, alperce, o melão, os aromas.
A boca apenas confirma o que já esperávamos, uma suave doçura apoiada num acidez intensa, o pêssego a dominar e o álcool a nem se notar. Não é o vinho mais complexo do mundo na boca, mas é um vinho que gera muitas horas de prazer. Média:18,83

No final fumamos os Puros gentilmente disponibilizados pelo David e pelo Mário Duarte, que tiveram uma excelente maridagem com o Rum Pampero aniversário.

Quanto ao que eu fumei o Montecristo Sublime, veio a confirmar todas as excelentes considerações que eu já fiz referência neste blog, construção perfeita, capa oleosa, bom tiro e excelente combustão. Nota:17

Uma palavra para o excelente repasto proporcionado pelo Chef Henrique Mouro, que tentou e conseguiu conjugar o perfil dos vinhos com a gastronomia. Mais tarde o critico gastronómico o sr António amaro fará aqui a sua exposição sobre a os elementos gastronómicos degustados neste jantar.

Muito obrigado á Angela pela seu profissionalismo e dedicação na arte de bem servir, todos sabem como é difícil este trabalho devido á quantidade de copos envolvido.


Obrigado a todos pela vossa presença.

Segunda-feira, Maio 11, 2009

Um dos melhores tintos de 2009 até agora...


Almoço de sexta-feira "at home".

"Chanfana da mãe", cozinhada a preceito em recipiente de barro negro e cozedura em forno de lenha.

O único senão é que tendo sido congelada, já tinha perdido alguma exuberância aromática, dos seus principais ingredientes. O louro, alho pimenta e o próprio vinho da cozedura estavam bastante amacidos, pelo tempo e processos de congelação.e descongelação.

Ainda assim não se pretendia uma comezaina, até porque o confrade Rogério tinha um cliente às 16.00h.

A tradicional batata cozida e uma salada verde de multiplas e amargas verduras, alfaces roxa e verde, rucola selvagem em dose extra, folha de ervilha, e mencionava o pacote algumas outras folhas, que contudo não se detectavam com facilidade.

Para acompanhar, um tinto, o Private Selection Tinto 2004, da Herdade do Esporão, com os seus 14,5ºC. Provei-o antecipadamente e como estava quente o seu teor alcoólico estava algo exuberante.

Iniciadas as hostilidades, já com o vinho a uma temperatura mais correcta, as primeiras impressões demonstraram um vinho muito equilibrado com a fruta omnipresente e a madeira correctíssima a equilibrar o conjunto. Em boca corpo médio com taninos presentes mas muito elegantes, frutos vermelhos e compota dos mesmos de muito boa qualidade mas bastante directo, sem um elevado grau de complexidade.

Mantido no frio e já com alguma oxigenação, continuou a proporcionar um enorme prazer. O contacto com o ar exuberou ainda mais o equilibrio entre a boa fruta e a madeira, sem contudo demonstrar maior complexidade.

Em prova cega eu diria tratar-se de um vinho ao estilo Australiano, de boa qualidade.

A minha classificação foram 17.75 valores sobretudo pela elegância, equilibrio e a suavidade de um bom vinho alentejano. Para mim é um vinho que estará numa altura ideal de degustação, porventura mais 2 a 3 anos em garrafa, eu não o deixaria mais.

O pouco que falta para os 18 valores, perde-se no ligeiro desiquilibrio que ostenta assim que a temperatura de prova sobe um pouco, sentem-se os seus 14,5º, que seriam mais bem suportados, com um pouco mais de corpo e maior complexidade.

Quanto à "maridagem" eu diria que foi aceitável, não sendo deslumbrante.

Creio que este prato sobretudo quando acabado de confeccionar, necessita de um oponente mais aguerrido, talvez um bairrada com taninos poderosos, embora eu prefira um Dão daqueles um pouco mais austeros, em que se sintam os seus taninos perfumados pelos aromas florais de uma boa touriga nacional.

Contudo, quando o confrade Bernardo fizer mais destas compras pode contar com mais 2 garrafitas para mim, isto claro com "semelhantes condições comerciais"...

Abraços e até amanhã ao jantar onde concerteza, vou beber o meu melhor tinto de 2009, até à data...

António Amaro

Segunda-feira, Abril 13, 2009

MARIDAGEM QUASE PERFEITA

Esta é uma sugestão de união, que não é para meninas, no sentido frágil do termos, é antes para homens e mulheres bravos que apreciem sensações fortes, contrastantes mas complementarmente perfeitas.

Pelo tom inicial da prosa, já se deve perceber que à mistura havia vinho de boa qualidade, e em boa quantidade...

A verdade é que muito me agrada, esta maridagem, que só agora descrevo, embora, seja a segunda vez que os junto...

Talvez por isso, agora estou agora mais certo de que não se tratou apenas de uma impressão de primeiro contacto.

Estou a falar de um encontro breve e finito, daqueles que sabemos só irá durar uma noite, ou mais concretamente neste caso, durará o tempo de beber uma garrafa de Valle Pradinhos Branco 2007 e mais meia-hora.

O cromossoma Y desta união de facto, é o mais improvável...

No unico curso de prova de vinhos que fiz, ainda me lembro de quando se falava de comidas (ou comedias, em linguagem de pescador) que não casavam bem com qualquer tipo de vinho, entre as saladas, frutas, ovos, também alguém referiu o caril, como sendo um prato de dificil maridagem com vinho.

Pois eu não concordo de todo. Este encontro romântico, que eu tenho tido a oportunidade de patrocinar, foi como certamente já perceberam entre um caril de camarão e uma garrafa de Valle Pradinho branco 2007.

Pese embora sendo "VINHO", é branco e muito floral e especiado, e porque garrafa é um género feminino, este é o ela deste encontro.

O "Outro" deste encontro, essa mistura, eu diria quase explosiva, que provoca subitas elevações de temperatura e calores internos, é o nosso caril.

Embora eu por temperamento, prefira coisas mais equilibradas, só tinha em casa de momento, o Sharwood's HOT Curry Powder – A taste of India.

Não sendo de todo um especialista de cozinha Indiana, acho este mistura particularmente feliz e de muito boa qualidade, quer nesta versão HOT quer na versão que mais aprecio o "Medium".

O caril que prefiro é o de gambas, e foi por isso que de manhã cedo, no mercado de Benfica, comprei camarões frescos, daqueles que têm sempre uma bolsa cor de laranja bem visível no ínicio da cabeça.

A confecção do meu caril depende muito do que tenho disponível.

Sharwood's Curry Powder, Hot ou Medium.

Gambas, de preferência frescas.

Leite de coco.

Gengibre, maçã, lima, limão laranja, papaia ( esta última combina quase sempre majestosamente bem com gambas).

Para aromatizar no final, caules de coentros cortados muito finamente e para quem goste pimenta rosa esmagada grosseiramente.

Às vezes uns saem melhores, outros mais leves, outros mais HOT HOT, mas enquanto não me acabar o stock,

- quando há caril há Valle Pradinhos branco 2007-.

Estou ao correr destas letras a terminar o que resta desta garrafa.

È fantastico que depois do caril, mistura forte intensa, aromática e persistente, uma generoso golo deste branco, deixa uma sensação quase perfeita.

Primeiro os seus aromas florais intensos e algum toque de especiaria, parecem complementar na perfeição a grande amplitude aromática das especiarias do caril. Depois como no meu caril existem sempre frutas e leite de coco, também esta outra dimensão aromática se une perfeitamente aos aromas deste vinho.

Por fim o corpo e sobretudo a acidez do vinho fazem rapidamente esquecer o sabor da ultima garfada, limpando o palato qual sorbet de tangerina ou limão.

Impõe-se por isso, uma nova gamba, envolta neste multiplicadade de especiarias e fruta, novo gole de Valle Pradinhos, e a boca e os sentidos de novo em êxtase com este complemento e mistura de sabores...

Eu diria que terminado o caril, só interessa mesmo ter a certeza que ainda sobra um ou dois copos deste Valle Pradinhos.

È que nesta fase pós caril, parece que, por sugestão ou não sei, ressaltam agora os aromas mais especiados deste vinho, que bebo e termino agora com um prazer imenso.

Ah! e recomendo que não vale a pena, nao devem mesmo lavar os dentes até uma hora depois de terem terminado a garrafa.

È mesmo crime, apagar os ainda vestígios de todo este festim de aromas, com um sabor mentolado artificial, que sinceramente não tem graça nenhuma.

Boas degustações...

António Amaro

CAVALO MALUCO 2005

Cavalos não são decididamente, o meu forte. Escrever sobre cavalos também não, ainda por cima maluco…Vamos ver o que isto dá.

Crazy Horse, um chefe índio Sioux que ficou conhecido pela sua coragem e paixão a defender o seu povo e pelos quais deu a sua própria vida.

Tendo como intenção homenagear todos os anos uma personalidade, este, o de 2005,tem como homenageado, Luiz da Mota Capitão (Pai do produtor).

É, em minha opinião, um daqueles vinhos que não se esquecem, e de um produtor que já nos habituou a coisas diferentes (como um vinho de uma casta nunca utilizada em Portugal, a Sangiovese).

É um vinho equilibrado aromaticamente, não sendo muito exuberante, mas notando-se perfeitamente, os frutos pretos (amoras, ameixas e framboesa).

Na boca, entra para arrasar, com muitos taninos (mas mesmo muitos), mas finos, muito finos, poderoso mas ao mesmo tempo, elegante.

Encorpado, é um vinho que não engana sabe ao que cheira, e então lá aparecem as amoras ,as ameixas e as framboesas ,mas mais doces em compota de fruta. Parece ainda um vinho novo (que pena não tenho mais garrafas para ver a sua evolução), com notas de lagar e fruta ainda nova.

Marcou-me quando o bebi pela primeira vez, e um ano depois, continua em grande forma e em minha opinião ainda vai ser melhor no futuro.

Um vinho que tem passado ao lado do Marketing das revistas, que merece o estrelato, mas continua um pouco esquecido…por um lado ainda bem…

Eu, nunca o irei esquecer…

No contra-rótulo, Pode-se ler a seguinte inscrição:

"Um vinho que é uma força da natureza e que presta homenagem a todos os "Cavalos Malucos", apaixonados e desassombrados que pensam pela sua cabeça e trilham o seu caminho com paixão pela diferença".

Acho que nós , Puros e Vinhos ,somos um pouco assim…

Paulo Sousa

5/4/2009

Segunda-feira, Março 30, 2009

Olho no Pé Grande Reserva 2007 Branco

Este fim de semana bebi bons vinhos, alguns com nome e reputação, outros não conhecia.
Resolvi destacar um dos que não conhecia, o Olho no Pé Grande Reserva 2007 Branco, um nome fora do vulgar com alguma imaginação assim como o nome do produtor (Folias do Baco), feito a partir de vinhas velhas das castas Rabigato, Viosinho e Gouveio.

No Web site do Produtor, o Enólogo Tiago Sampaio faz um breve resumo das características da Quinta e dos vinhos que produz:

"Os vinhos Olho no Pé nascem nas mais frescas encostas do Vale do Douro, em vinhas familiares, a altitudes médias entre os 500-600m. Tirando partido dos conhecimentos adquiridos ao longo de gerações e aliando-os aos mais recentes avanços científicos, todo o processo de criação do vinho é cuidadosamente acompanhado e controlado. O resultado são vinhos sedutores, complexos, misteriosos e de grande versatilidade gastronómica, proporcionando momentos de grande prazer. Um nome invulgar, para vinhos únicos!"

Tiago Sampaio, Viticultor e Enólogo

Quanto ao vinho propriamente dito, ele apresenta-se com cor amarela palha claro, com toques dourados. Aroma de boa intensidade, fino, pejado de frutas tropicais, ananás, manga, pêssego, maçã com um delicado fundo floral. Um ligeiro toque herbáceo. Corpo médio, acidez perfeitamente equilibrada, complexo, carnudo. Extremamente feminino, é um vinho fresco e vivo com um bom final, prolongado e persistente. Este é um vinho muito curioso e bem elaborado . Vale a pena prová-lo!

Nota:16,50

Preço: 8€

<