Puros & Vinhos

segunda-feira, Novembro 19, 2012

Crónica do jantar do 9º aniversário






Aqui estamos novamente, depois de uma longa pausa nos nossos encontros vínicos consegui reunir 12 confrades dos Puros & Vinhos para comemorar o 9º aniversário do grupo.
Foi um jantar agradável onde a boa disposição e o gosto pelos vinho e gastronomia estiveram em evidência.
Para acompanhar uma escabechada de codorniz envolta em maçã assada e queijo de cabra, veio a praça um branco bairradino.

ANTE ÆQUINOCTIUM VERANUM GRANDE RESERVA BRANCO 2010 - Um branco feito de Bical, Arinto, Chardonnay e Maria Gomes . O produtor não se poupou a despesas e nota-se uma preocupação evidente tanto com a escolha da madeira como com a selecção de matéria prima. É um vinho intenso com os "tiques" da madeira bem presentes nos tostados fortes, mas também se distinguem notas de a pêssego, alperce e muito mineral tornando o vinho fresco e aprazível.
A prova de boca revela um vinho gordo, redondo, encorpado, um branco bastante diferente do padrão comum português. A madeira está presente, com uma excelente acidez dando uma maior vivacidade, não o tornando plano. Vê-se que é um vinho ambicioso e bem feito. 
Média final : 16,25
Custo: 22,5€

O segundo vinho branco seria um representante do Alentejo.
 HERDADE DO PERDIGÃO RESERVA 2008 - O grupo tem o hábito de levar duas garrafas de cada exemplar para melhor apreciação do néctar. Nesta prova existiu a particularidade de uma das garrafas o vinho estar alterado. A primeira garrafa aberta apresentava uma cor amarela carregada dando a impressão de ser um vinho com alguma idade, enquanto a segunda apresentava uma cor amarela cristalina. Optei por comentar a segunda garrafa por achar que estava melhor. E neste espaço não gosto de castigar os produtores.
Apresentou um nariz fresco, vegetal, com apontamentos que sugerem uma salada de fruta. Leve madeira confere-lhe estrutura. Na boca entra amplo e fresco, evoluindo de forma equilibrada e directa para um final moderado, de complexidade média e acidez vincada. Apesar de não existir muita profundidade de sabores, onde predomina o vegetal, o conjunto consegue rasgos de prazer e frescura.
Média final: 14,85
Custo: 12€ 

 
 Para acompanhar um bacalhau fresco cozido a baixa temperatura acompanhada por uma batata envolta em frarinheira. E um joelho de porco com maçã e castanhas, abriram-se 3 vinhos tintos de grande qualidade. Vou comentar pela ordem de entrada em cena.

 MARIAS DA MALHADINHA 2004 - Este vinho já tinha sido provado num grandioso jantar de Natal dos Puros & Vinhos de 2007. E o tempo veio dar razão á apreciação feita na altura. O tempo veio dar maior amplitude á fruta integrando-a com a madeira e a acidez dando uma prova bem mais aprazível do que naquela altura. Apresenta uma lindíssima e atractiva cor violácea sobre um fundo escuro. Encerra um rico aroma frutado, fruta vermelha e fruta preta, e desvenda sobretudo agradáveis notas florais. Primeira surpresa, a acidez viva, inesperada. Alinha nitidamente na elegância, todo ele é suavidade, veludo, seda, um vinho apelativo e sedutor. A estrutura é interessante, denota uma certa ausência no meio do palato, mas o fim de boca é persistente e de boa qualidade. Os taninos são gulosos, quase doces, mas estão lá em profusão e asseguram um fim de boca muito longo.
Média final: 17,65
Custo:50€

QUINTA DA CASA AMARELA GRANDE RESERVA 2009 DOURO MAGNUM - Começando logo pelo impacto visual, pela cor púrpura retinta, quase preta, intensa, com bordos violetas muito escuros. É logo um começo impressionante.
O aroma é denso, espesso, carregado, pastoso, sugerindo de imediato um vinho profundo e misterioso. Sente-se muito ligeiramente a madeira, mas sem sobressaltos. Maduro, imensamente frutado, com fruta rica, carnosa, complexa, sempre equilibrada e com alguma tensão.
O ataque na boca é excelente, poderoso mas contido, contundente mas preciso. Belíssima acidez, tem um recorte, uma moldura mineral, muito elegante, "fresca" e intensa. Taninos musculados, maciços, mas superiormente integrados na estrutura do vinho. Está gordo, carnudo, é está cheio de potencial para ainda crescer.
Média Final:16,83

NOON ECLIPSE 2010 AUSTRÁLIA - Este é o primeiro vinho australiano com uma composição mais complexa do que outros apresentados em encontros anteriores. As castas presentes neste vinho : 45% Grenache , 35% Shyrah, 5% Cabernet Sauvignon  e 15% Graciano. Apresenta uma cor granada profunda, oferece um nariz intenso e complexo, com um núcleo de cerejas negras maduras e amoras, muitas notas de menta, chocolate escuro, violetas e torradas. Encorpado e elegante na boca, ele oferece uma excelente concentração de fruta, marcado por uma acidez elevada e com taninos agressivos que agarram o palato. O final é longo e em camadas. 
Média Final: 17,33
Custo:55€

Para finalizar entrou em praça um belo Sauternes que acompanhou a sobremesa.

CHATEAU SUDUIRAUT 2006 SAUTERNES- Este vinho apresenta uma cor ouro, muito opulento no aroma, intensamente inebriante de frutas, especialmente abacaxi, caramelo derretido, e melaço de laranja. Untuosamente texturizado, encorpado com soberba riqueza, e boa acidez subjacente, e um final impressionante. Sua densidade permanece, com frescura até ao final do palato.
Média Final:17,85
Custo:49,5€



Deixo aqui um agradecimento ao Restaurante Clube em Vila Franca de Xira, foram uns excelentes anfitriões e presentearam o grupo com uma refeição esmerada e com alto grau de qualidade.
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terça-feira, Março 06, 2012

Quinta de Camarate Branco 2011


De cor amarela citrina, este vinho apresenta-se com aromas muito frescos, onde em minha opinião se nota a Casta Alvarinho, e ainda com alguma Maçã Verde.

De corpo médio, com uma acidez correcta, seco, citrino, maçã, com um ligeiro amargo, muito bem feito.

Com um final longo, este vinho surpreendeu-me, bastante correcto e bem feito, julgava (antes da prova ), que era mais um Branco…

Este Quinta de Camarate, provou que é um dos Bons Brancos Portugueses, com duas castas que não são da sua Região (Alvarinho e Verdelho), provou, pelo menos a mim que não devemos ter ideias pré-concebidas.

O desafio que deixo aqui é o seguinte: Provem-no.

Nota:16,5 valores
Provador: Paulo Sousa

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terça-feira, Novembro 15, 2011

Que Pinta"S" de jantar


Dia 4 de Novembro realizou-se o jantar do 8º aniversário dos Puros & Vinhos no Soho em Vila franca de Xira. Na numerologia o número 8 significa justiça. E foi isso que os 18 membros dos Puros & Vinhos fizeram, ao comparecerem todos ao evento.

Este ano alteramos um pouco o modo da escolha dos vinhos, assim, antecipadamente escolhemos 6 grupos com 3 membros dos Puros & Vinhos e demos o tipo de vinho que eles teriam que levar para o repasto. Todos os vinhos foram provados as cegas.

O primeiro prato foi uma vieira frita em manteiga e alho sobre um risoto de champagne, que foi acompanhado por um Tapada de Coelheiros Chardonnay 2009 (Br/Alentejo) trazido pelos confrades Mané, Toninho e Pita. Este Chardonnay apresenta-se de cor amarelo ouro brilhante, um tom denso, cerrado e melancólico. Nariz austero, sério, percebem-se de imediato as notas de pêssego e maçã. Madeira de boa qualidade, ligeiro toque fumado, boa capa mineral, este Chardonnay respira seriedade por todos os poros e não esconde as suas ambições.
Excelente entrada, volumoso, gordo, amparado por uma belíssima acidez, apresent
a-se sempre em crescendo no palato. Termina vigoroso e energético.Tem um final longo, penso que estamos perante um vinho com muitas virtudes. Obteve a média de 16,03

A acompanhar o mesmo prato, surgiu na mesa o segundo branco da noite o Conceito 2008 Magnum (Br/Douro) trazido pelos confrades Psi, Nuno Fernandes e Serra. Nariz simples, algo neutro, de perfil vegetal. Leve fruta, muito leve. Na boca melhora consideravelmente. Entra amplo, com força e equilíbrio, espalhando aromas a fruta e vegetal. Termina moderado, fresco, suave. Uma prova de boca que merecia outra sorte na prova de nariz. Infelizmente, a tendência para a neutralidade aromática é um mal que atinge a grande maioria dos vinhos brancos portugueses. Foi uma surpresa para todos os participantes na prova, pois já tinha provado colheitas anteriores e tinha apreciado bastante este vinho. Obteve a média de 13

O segundo prato foi umas pataniscas de camarão, acompanhado por arroz de polvo e o terceiro foi um Magret de pato no forno acompanhado por um Gratin de batata. Estes pratos foram acompanhado por 3 excelentes vinhos tintos.

O primeiro vinho tinto a apresentar-se foi o Ferrer Bobet 2008 (Tn/Priorat). Este vinho foi apresentado pelos confrades Luis Diniz, David e Chaparro. Pois este vinho apresenta cor grenat muito intensa. Aspecto denso e, compacto. Mostra aromas de fruta muito madura, amoras, cassis, cereja, ameixa preta e mesmo uva passa. Notam-se aromas alicorados em profusão, cânfora, especiarias e notas subtis da tosta da madeira. Um nariz forte, intenso, tal como a cor já sugeria...
A boca não consegue manter todos os componentes em equilíbrio e harmoni, talvez devido a temperatura do vinho estar bastante elevada. É um vinho que impressiona pela dimensão e pela potência, sendo contundente na estrutura. É amplo, com corpo médio/cheio, com taninos maduros e fortes e com um evidente predomínio da componente frutada sobre as restantes. Com boa acidez que contrabalança a doçura, é sem dúvida um vinho muito guloso e atraente. Final longo e concentrado. Obteve a média de
16,50

O segundo vinho tinto a surgir na mesa foi o Quinta de Vale Meão 2008 (Tn/Douro) apresentado pelos confrades Rogério, Malé e Mário João. Este vinho apresentou um nariz intenso, denso, onde as sensações a compota de ameixa misturam-se com a fortaleza de uma madeira estruturante e complexa, que lhe confere componentes a café, chocolate, baunilha, fumo e tabaco. Apesar de presente, a madeira integra-se no conjunto de forma exemplar. A envolvência vegetal lembra eucalipto.
Na bo
ca é suave, espesso nos sabores a fruta que marcam a evolução no palato. A acidez equilibra a progressão, revelando uns taninos estruturados, sedosos, mas ainda com leve marca da madeira de estágio. O final é longo, saboroso, elegante e apetecível. Obteve a média de 17,28

O terceiro vinho tinto a surgir na mesa foi o Pintas 2009 (Tn/Douro) apresentado pelos confrades Sousa, Lilaia e Nuno. Apresenta cor vermelha retinta, sem exageros de coloração, mas aparentando grande concentração, cor cerrada, compacta, densa, profunda. Digamos que é um bom prenúncio do que vem a seguir. É excelente a concentração de fruta de muito bom recorte. Fruta preta e vermelha, intensa, de extraordinária elegância e graciosidade. Bela integração alcoólica, sem pontas a descoberto. Madeira de boa qualidade, bem integrada na estrutura do vinho.
Muito elegante na boca, rendilhado, proporcionado, harmonioso, tem tudo no
sítio certo. É um modelo de finura, de bom gosto, de equilíbrio. Confirma a fruta distinta, e mostra que tem taninos possantes, mas muito bem comportados, bem "domesticados" e a obedecer ao dono. Longo fim de boca, ajudado pela acidez fina, mas discreta. Muito agradável o toque mineral que se sente na retaguarda. Demonstrando que um bom vinho é elegante desde o inicio, mas ainda tem potencialidades para evoluir consideravelmente no futuro. Obteve a média de 17,66

Por fim, e para acompanhar um bolo de chocolate foi-nos apresentado um Quinta da Nossa senhora da Ribeira Vintage 2008 pelos confrades Chalana, Bernardo e Velho. Descrever a cor deste vinho é uma tarefa perfeitamente inócua: é tudo preto, à excepção dos tons violáceos do bordo. A aproximação ao nariz é pautada por uma enorme doçura de fruto, nada enjoativa, em harmonia perfeita com um cunho vegetal muito vincado donde, esporadicamente, se liberta uma fragrância floral de extrema sensualidade. De tudo isto emerge um conjunto cheio de força e vigor, impressionante na frescura, com o vinho a suplicar que o mastiguem. Que mais se pode exigir a um vintage novo? Só se fôr que envelheça! Obteve a média final de 18,62

Queria dar os parabéns ao Cheff Tito pela excelência do repasto por ele proporcionado. Estendendo os agradecimentos ao Mané e Toninho do Soho e membros do Puros & Vinhos. Não fossem o seu empenho e a sua total disponibilidade e nada disto teria sido possível. Revelaram enorme profissionalismo e desempenharam exemplarmente o papel de anfitriões. A eles se deve toda a estrutura logística montada em redor deste evento: sala, e toda a panóplia de requisitos indispensáveis para prova. Uma refeição esmerada, uma gastronomia de elevado padrão qualitativo e concepções culinárias com elevado sentido estético, um grande obrigado.



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quarta-feira, Março 30, 2011

PROVA DE PETIT VERDOT dO ALENTEJO


Depois de na edição de Novembro de 2010 da Revista de Vinhos, intitulado “Tintos do Alentejo”, o vinho Dona Maria Petit Verdot ter conseguido uma óptima avaliação (classificação) com um preço BALA. Foi uma correria as garrafeiras para tentarem adquirir tal vinho, azar dos consumidores, o mesmo não estava disponível nem sabiam quando estaria.

Ficou disponível em Março e não houve engano no preço do vinho, saindo para o mercado ao preço de 15€.

Mas no Alentejo não foi só o Júlio B.Bastos a lançar um Petit Verdot em Março, a Herdade do Esporão lançou também o seu monovarietal “PV 2008”.

Achei uma boa oportunidade para fazer uma prova destes dois monovarietais Petit Verdot.

Mas antes de falar dos vinhos, fiz uma pesquisa sobre a casta e descobri que a casta Petit Verdot é uva que pertence às clássicas Bordeaux. Serve para o corte (mistura) já que sozinha essa uva resulta em vinhos muito ácidos e tanínicos.

O que na minha opinião não se veio a verificar neste dois vinhos. Sobressai um bocado os taninos, mas sem prejudicar os vinhos em prova.

Dona Maria Petit Verdot 2008 (Alentejo/Estremoz - 14º- Enol: Luís Duarte e Sandra Gonçalves- Preço:15€) – Apresenta um núcleo muito escuro com um picado largo avermelhado. Este de Petit Verdot mostra fruta muito evidente, bem desenhada, muita cereja preta, amora, ameixa preta, todo ele se mostra sensual e apelativo aos sentidos. Fortes tendências alicoradas dominam o final de copo, num estilo muito apetitoso. Cremoso, sexy, achocolatado, a boca doce apela à luxúria e à suavidade, quase veludo líquido dentro do copo. Final levemente especiado e frutado de intensidade média/longa. Nota pessoal: 16,50


Herdade do Esporão PV 2008 (Alentejo/Reguengos – 14,5º - Enol: David Baverstock – Preço 20€) - Apresenta-se mais negro, denso, cerrado, espesso, maciço do que porventura será legal. É tão carregado, rico e puro que até assusta e perturba! O nariz transmite sensações de licor de cereja, especiarias, gingas, ameixa preta, cerejas, amoras, um sem fim de fruta preta musculada e concentrada. Depois do primeiro impacto da fruta copiosa, emergem ainda notas terrosas, pimenta, madeira de boa qualidade mas felizmente discreta e um profundo carácter mineral que brota das profundezas. É um vinho a que se torna difícil resistir, um vinho coberto de personalidade e amplo de exuberância.
Energético, denso, glicerinado, super concentrado, quase se consegue mastigar e trincar. Mas atenção, em momento algum o vinho perde o equilíbrio ou cai no ridículo, cede à tentação da doçura ou aos excessos do álcool! O palato fica coberto de fruta preta no ponto, sem arestas, sem securas, sem doçuras, assente num interessante equilíbrio que o permite ser apreciado agora e durante os próximos 20 anos! Nota Pessoal: 17,50

PS: as classificações têm somente o seguinte parâmetro, o gosto pessoal. Aqui o preço ou a quantidade produzida pouco importa. Se gosto e for barato compro mais garrafas do que se for bom e caro, aí só compro uma. Mas compro.

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terça-feira, Março 29, 2011

25 melhores charutos da cigar afficionado


And the winner is.......

Cohiba Behike BHK 52

1

In 2010, which will likely go down as the year of the Cuban cigar, we smoked many fine Havana-made smokes, from majestic double coronas to bracing robustos, and found the quality of Cuban cigars to be at its best since the mid-1990s. And no cigar from Cuba—or from anywhere else for that matter—impressed our tasting panel as much as the Cohiba Behike BHK 52. This is a classic cigar. The shortish, fat smoke, made with an artful pigtail and clad in gorgeous Colorado wrapper of reddish brown, is a phenomenally rich, delicious smoke that more than lives up to the reputation of cigars with the name Cohiba. It is the finest cigar to come out of Cuba in a long time, and Cigar Aficionado’s top cigar of 2010.

A new cigar that was unveiled in February 2010 at the Habanos Festival in Cuba, the Behike BHK 52 has made its way to markets around the world since its launch in London in May. It is the thinnest in a trio of new sizes, all of which have tidy little pigtail caps and names that include their ring gauges. The Behike BHK 52 is a petit robusto, a size known as a Laguito No. 4 in Cuban cigar factories, and it wowed our tasting panel from the get-go. In a vertical brand tasting in the June 8 Cigar Insider the BHK 52 scored 94 points, the best of a trio that includes the BHK 54 and the very fat BHK 56. The 52 has remained delicious ever since, performing admirably in taste test after taste test as Behikes have sold out in world markets.

Cohiba has long been a marquee name in Cuban cigars. This new smoke has done what no special release Cohiba has done before: win critical acclaim as well as commercial success. The original Cohiba Behike from 2006 was unavailable to nearly all smokers—only 4,000 cigars were released at a price of $400 or more per cigar. The Cohiba Siglo VI Grand Reserva debuted in 2009 at a price of about £85 ($130), with only 75,000 cigars produced. The Behike BHK 52 combines the excitement of those rare Cohibas with a much larger production goal—150,000 in 2011. The Cuban cigar industry will continue to make batches of it every year in the stately El Laguito factory.

Cohiba Behike BHK cigars are made with a portion of filler tobacco known as medio tiempo, a type of sun-grown tobacco leaf that grows at the top of some, but not all tobacco plants. The cigars show great balance even in youth, with a medium to full body, creamy coffee flavors and some earthiness. They show elements of Cuban cigars of old, and should get even better with age—if you can be patient.



MADE BY: El Laguito Factory
FACTORY LOCATION: Cuba
WRAPPER: Cuba
BINDER: Cuba
FILLER: Cuba
PRICE: £28.70
RING GAUGE: 52
LENGTH: 4 3/4"
RATING: 97


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sexta-feira, Março 25, 2011

Notas de prova do jantar de Natal 2011



Estava dificil e vai continuar a ser dificil manter o blog actualizado se não ajudarem. Os puros & Vinhos não acabaram, longe disso, tem mantido as suas reuniões e provas. Não tem conseguido é manter o blog em funcionamento.

Aqui deixo só as médias dos vinhos que provámos:



Equinócio 2009 Branco (Alentejo) - Média:17,06
Four CCC 2008 Branco (Dão) - Média: 17,39









Ladredo 2008 Tinto (Ribeira Sacra/Espanha) - Média: 16,50










Pintas 2008 Tinto (Douro) - Média: 18,06












Clonakilla Shiraz/Viognier 2008 Tinto (camberra/Austrália) - Média: 16,89









Quinta do Vesuvio Vintage 2008 - Média 15,50

















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sexta-feira, Novembro 19, 2010

7º ANIVERSÁRIO DOS PUROS



7 é o símbolo gráfico sagrado e perfeito (segundo Pitágoras) de qualquer manifestação do Divino na Terra como no Cosmos. Temos: os 7 dias da Criação do Mundo, os 7 Raios da Luz Sem Fim, o “7º Céu”, os 7 Arcanjos do Trono de Deus, os 7 degraus da Escada de Jacob referidos na Bíblia que representam os 7 Planetas Sagrados com Aura astro-etérea de ascenção astrológica por onde temos de passar até chegar á Perfeição… Na Terra temos: as 7 cores do Arco-Iris, os 7 dias da semana, as 7 notas musicais, as 7 artes, os 7 ‘chakras’ do corpo humano, os setes grupos de vértebras, os 7 orifícios no crânio, as 7 virtudes humanas, os 7 pecados capitais, os 7 anos de idade para cada fase da mudança de personalidade, etc.. Se estiveres atento verás que…, tudo se processa no Universo dentro dum ritmo Septenário, isto serve como introdução ao que se passou no 7º aniversário dos Puros & Vinhos.

Para que tudo o que foi dito tivesse mais sentido, os 18 confrades dos Puros teriam de estar presentes no jantar, o que mais uma vez não foi possível. O jantar do dia 7 de Novembro teve a participação dos seguintes 11 confrades: Luis Diniz; Paulo Sousa; António Chaparro, Nuno Anjos; Bernardo Malhador; Rogério Garcia; Mário João; António Amaro, Nuno Cardoso, Rui Pita e Pedro Lilaia.

Para acompanhar o Amouse – Bouche do Chef foi servido a DONA RAQUEL TRAJADURA 2009 oferecido pelo confrade Mário João. Apresentou-se com uma cor amarelo citrino com sugestões esverdeadas, aspecto cintilante, com presença de bolha muito fina, consequência provável da sua extrema juventude. A primeira sensação a atingir o olfacto é a extraordinária fragrância a jasmim que se liberta deste sensual Trajadura, um regalo para o olfacto. Logo de seguida o vinho fecha subitamente, revelando notas interessantes de casca de pêssego, virando decididamente para uma forte componente vegetal, nomeadamente relva acabada de cortar. É neste momento que se acentua o carácter mineral que o acompanhava desde início, dando origem a um vinho de forte personalidade. Após prolongado arejamento, a componente tropical sai reforçada, com a presença objectiva do maracujá, abacaxi e lichias que por vezes sugerem alguma doçura de aroma. Média Final: 15,28

De seguida foi-nos servido a entrada, um Ceviche de Vieiras e bacalhau que estava divinal tanto de aroma como de sabor. Foi acompanhado pelo GURU 2009 que apresenta-se de cor amarelo ouro brilhante, um tom denso, cerrado e melancólico. Nariz austero, sério, percebem-se de imediato as notas de pêssego e maçã. Madeira de boa qualidade, ligeiro toque fumado, boa capa mineral, respira seriedade por todos os poros e não esconde as suas ambições.
Excelente entrada, volumoso, gordo, amparado por uma belíssima acidez, apresenta-se sempre em crescendo no palato. Termina vigoroso e energético. E tem um final longo, penso que estamos perante um vinho com muitas virtudes. Média Final: 16,94

Passando aos dois pratos principais, o Lombo de Salmonete sobre Spaguetti Nero e molho Madras Chutney de manga (Peixe) e Filete de Cordeiro de leite no Forno e cebolinhas em Balsâmico, alecrim e tomate provençal (carne). Ambos mostraram-se ao nível dos vinhos que os acompanhou em prova cega, ou seja AO MAIS ALTO NÍVEL.

Saíram na seguinte ordem:

MOUCHÃO TONEL 3-4 2005, cor preta, retinta, quase opaca. Aroma impressionante, austero, mas poderoso e profundamente intenso. Intimida qualquer um na primeira aproximação olfactiva! É um monólito que impõe respeito e disciplina, criando enormes expectativas.
Com algum areja
mento a fruta ataca em força e sem contemplações, uma autêntica torrente de lava, perdão, de fruta preta avassaladora que quase esmaga a sensibilidade nasal. Ele são mirtilos, ameixas, amoras, cassis, acolitados por figos. Estamos na presença de um daqueles vinhos arrasadores...
Denso, muito denso, na boca demonstra ser um mon
stro de veludo e de volúpia. É sensual, doce, quase pecaminoso e decadente. Mas infelizmente exagera na componente perversa e adocicada, o que acaba por lhe retirar algum do prazer proporcionado. Média Final: 17,5

BATUTA 2007 apresenta um nariz intenso, denso, onde as sensações a compota de ameixa misturam-se com a fortaleza de uma madeira estruturante e complexa, que lhe confere componentes a café, chocolate, baunilha, fumo e tabaco. Apesar de presente, a madeira integra-se no conjunto de forma exemplar. A envolvência vegetal lembra eucalipto.
Na boca é suave, espesso nos sabores a fruta que marcam a evolução no
palato. A acidez equilibra a progressão, revelando uns taninos estruturados, sedosos, mas ainda com leve marca da madeira de estágio. O final é longo, saboroso, elegante e apetecível. Média Final:17,83

VALE MEÃO 2007 este vinho ainda fechado, é já um compêndio de aromas: notas minerais e terrosas dão o mote para um conjunto onde se misturam o fruto preto e as notas silvestres. Cola-se literalmente às paredes do copo e insinua-se com rara frescura, com a madeira e o poder alcoólico perfeitamente integrados. Demolidor na estrutura, imenso no extracto, grosso, com taninos suculentos, a pedir que o mastiguem e, ainda assim, refinado. Evolução em crescendo com um final inesquecível. Arrasador no estilo, excessivo na originalidade, é a expressão perfeita do seu terroir. Não será fácil escolher o casamento gastronómico ideal mas, em boa verdade, ninguém se quer divorciar dum vinho desta envergadura. Estamos perante um vinho de culto. Média Final: 17,80

Para a sobremesa chega-nos um divinal Abacaxi caramelizado com pimenta verde e Gelado de frutos silvestres que foi acompanhado pelo FONSECAS VINTAGE 2007 e descrever a cor deste vinho é uma tarefa perfeitamente inócua: é tudo preto, à excepção dos tons violáceos do bordo. A aproximação ao nariz é pautada por uma enorme doçura de fruto, nada enjoativa, em harmonia perfeita com um cunho vegetal muito vincado donde, esporadicamente, se liberta uma fragrância floral de extrema sensualidade. De tudo isto emerge um conjunto cheio de força e vigor, impressionante na frescura, com o vinho a suplicar que o mastiguem. Uma prova sempre em crescendo que culmina com aquela sensação de «tremor» nas gengivas... Indescritível. Média Final: 18

Deixo aqui um especial agradecimento ao Chef Jaime e a todos os colaboradores do Hotel lezíria Parque pelo excelente repasto proporcionado.

O tão esperado jantar de Natal dos Puros está marcado para sexta feira dia 10 de Dezembro, mas visto ter surgido alguns contratempos a alguns confrades, peço que todos aceitem a sexta feira dia 17/12. Obrigado.

Apesar deste Grupo viver em democracia, digo desde já que o Presidente (eu) decidiu comprar para o jantar de natal os seguintes vinhos: Equinócio 2009 (Branco); Pedro Perez Ladredo 2008 (Tinto) e Clonakilla Shiraz-Viognier 2008 (Tinto). Deixo a escolha do Tinto português e do Vintage para o todos os confrades escolherem.

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