Puros & Vinhos

quinta-feira, outubro 18, 2007

PROVAS Á QUINTA

Quinta das Marias Touriga Nacional Reserva 2005 (Dão)- Um tinto de cor cheia que nos espanta pela potência, intensidade e harmonia dos primeiros aromas. Mas o lado floral também gosta de brilhar, com a violeta. Ameixa preta, figo, amora, tudo aponta para a frescura e intensidade aromática. Taninos domados, fortes mas domados, acidez refrescante, a fruta entra em cena sem nunca descambar para o facilitismo da doçura. Nota: 17,00
Custou 16€ (garrafeira de São joão Confrade Luis Diniz)

Vinha do Almo Escolha 2005 (Alentejo- Herdade do Perdigão)- Nariz complexo, original, distinto, misturando amora e mirtilo com um toque balsâmico. Na boca transparece atributos de peso como elegância, finesse e subtileza. Apresenta-se redondo, complexo na longa evolução, fresco. A estrutura não impressiona mas a qualidade dos sabores a fruta, especiarias e vegetal estimulam positivamente o sentido do paladar. Nota: 16,00
Custo 11€ (garrafeira Coisas do arco do Vinho Confrade Luis Diniz)


Quinta de La Rosa Reserve 2004
(Douro) - O primeiro contacto aromático evidencia qualidade e complexidade. Fruto preto, verdadeiro, concentrado, fresco. A discreta mas profunda componente a madeira revela mestria na sua utilização, contribuindo para realçar o poder da fruta. Baunilha e pimenta surgem dentro das margens de segurança. Na boca são percorridos os caminhos da elegância e da finura, da harmonia e da pureza. Os elementos estruturais funcionam em bloco, com especial destaque para a acidez que equilibra taninos de sabor profundo. Termina longo, tocado pelo positivismo da madeira. Nota: 17,50
Custo: 20 € (Feira Nova Confrade Nuno Anjos)

Quinta da Dona Raquel Trajadura 2006 (vinho verde – Medalha de prata no concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de Santarém 2007) - Tonalidades ouro pálido. Aroma fresco aliando apontamentos minerais e de vegetal fresco com as habituais notas frutadas da casta: pêssego, alperce e citrino. Bom volume, sem arestas, macio e suave e, muito embora pedisse mais expressividade, denotando um bom cruzamento entre o fruto e a componente floral: nada de muito exuberante mas tudo bastante bem entrelaçado. Evolução com pontas amargosas a sobrepor-se ao fruto e com uma impressão carbónica que talvez fosse desnecessária, atendendo à acidez do conjunto. Expressão do fruto citrino num final mais vivo e composto que no palato médio. Nota: 15
Oferta do produtor ao confrade Mário João.

Quinta Nova da Senhora do Carmo Grande Reserva 2005 (Douro) - Nariz complexo, de qualidade superior, que nos cativa desde o primeiro instante. Emana cereja e ginga, num estilo profundo, cheio de força, no limite da concentração aprazível. A baunilha e as especiarias cobrem aromas a fruta, naquela que tem sido uma associação de sucesso no panorama internacional. O carvalho, de notas tostadas, revela uma integração perfeita, conferindo consistência e complexidade. O conjunto é avivado por uma frescura indispensável, sóbria, que não retira protagonismo ao fruto. Na boca, sabores frescos a fruta, de concentração equilibrada, percorrem as paredes do palato de forma gulosa e distinta. Os taninos, envolvidos nesta estrutura, colam-se às paredes do palato, conferindo profundidade e longa persistência de sabores a cereja, ginga e leve madeira. A acidez enaltece o conjunto, acabando por polir um final de boca distinto, equilibrado e sedoso. Tal como no nariz, a prova de boca consegue um equilíbrio notável da fruta. Apesar de não ter nenhuma característica particular que o diferencie de outros vinhos actuais, a sua elevada qualidade, leva-nos a gostar muito deste nectar. Nota:17,00
Custo:31€ (Vinho e Coisas - Confrade Luis Diniz)

Quinta de Estrémuas Touriga Nacional 2004 (Dão )- Boa concentração de cor. Tostados da madeira ainda a açambarcarem grande parte do aroma, embora este já se mostre intenso e rico, combinando ameixa, cereja e amora. Boca muito convincente: textura aveludada e sabores frutados a envolverem o palato. Muito boa extracção e uma acidez exemplarmente entrosada com a restante estrutura e a dar alma ao conjunto. Categórico no final, numa explosão de fruta envolta por uma estrutura de taninos maduros e muito suculentos. O Dão num misto de modernidade e classicismo: Mais sumarento e mais guloso, mas sempre elegante e requintado. Belíssimo vinho. Nota:16,50
Custo: 11€ (Garrafeira de São João - Confrade Paulo Sousa)

6 Comments:

Blogger Presidente said...

Sr. Mário João fiquei farto de esperar pelas fotos dos vinhos provados na passada quinta - feira. sendo assim publiquei com as fotos encontradas na net.

As notas são da minha inteira responsabilidades, posso por as vossas notas é só me enviarem por mail.

quanto ao custo dos vinhos só tenho certeza do preço dos vinhos que eu comprei, quanto aos vossos espero que o rectifiquem aqui neste espaço.(se estiverem errados)

4:58 da tarde  
Blogger PAULO SOUSA said...

Boa tarde,está tudo mais ou menos correcto,agora a nota ao Quinta Nova,acho que está um pouco exagerada...Um abraço para o novo produtor de vinhos verdes...A foto ficou linda...Vou este fim de semana provar com mais atenção o Quinta de Dona Raquel...


Um abraço para os puristas

Paulo Sousa

6:08 da tarde  
Blogger Mario Joao said...

Boa tarde a todos os puristas....
Finalmente a foto. Peço desulpa pelo atraso, sr. Presidente!!!!
A minha nota para o D. Raquel é de 15,5 e concordo com o confrade Paulo Sousa, acerca da nota do Quinta Nova que acho elevada, eu só daria 16 e por outro lado daria 17 à Quinta das Estrémuas que para um Dão me surpreendeu bastante !
Um grande abraço e boa semana para todos que eu vou a banhos uma semana inteira para o Puârto, carago ! O que um homem tem de fazer para ganhar dinheiro....!

12:50 da tarde  
Blogger Presidente said...

Penso que a foto chegou a tempo Mário. Já na prova o Mário e o Paulo tinham dado essa opinião,e eu tinha registado. Assim como o Chaparro tinha gostado mais do Quinta Nova, mas como em tudo, gostos não se discutem.

Mário não digas mais ...para um Dão... os vinhos do Dão estão com um perfil novo mundo, mais sedutores e equilibrados, penso que o Dão é a região que me tem surpreendido mais este ano. O Quinta das Marias foi uma bela surpresa para mim, já o ano passado quando provamos o Carrocel, o Dão tinha mostrado que estava a mudar. Na minha modesta opinião para melhor.

Um abraço

3:01 da tarde  
Blogger PAULO SOUSA said...

Já provei o Dona Raquel,a uma temperatura Correcta(7º)e achei um bom verde,que não fica muito atrás dos Muros de Melgaço...

4:05 da tarde  
Blogger PAULO SOUSA said...

Já provei o Dona Raquel,a uma temperatura Correcta(7º)e achei um bom verde,que não fica muito atrás dos Muros de Melgaço...

4:05 da tarde  

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