Puros & Vinhos

quarta-feira, novembro 11, 2009

JANTAR Do 6º ANIVERSÁRIO DOS PUROS & VINHOS

se quiser ver a nossa ficha de prova com as médias da prova em formato normal clique na imagem

É com grande alegria que escrevo esta crónica sobre o jantar do 6º Aniversário dos Puros & Vinhos que decorreu no passado dia 6 de Novembro no Restaurante Clube em VFX. Estiveram presentes 17 confrades para celebrar este encontro.

Vamos ao que interessa, os vinhos. Começou-se com um champanhe Moutard Pére et Filles Cuve Prestige Rosé – Já falei sobre este vinho numa crónica de 15/09, em que disse e volto a dizer que gosto muito deste champanhe, e que na minha opinião não fica nada, mas nada a perder em relação ao Ruinart Blanc det Blanc, do qual eu sou fã o mas não fundamentalista. A nota de prova é a mesma, e deixo aqui escrita: Esboçando ligeiros tons acobreados e algum âmbar. Bolha fina e persistente. Aroma expressivo e exuberante, um vivaço. Numa primeira fase revela traços de bagas silvestres, com particular relevo para a groselha e framboesa, a que mais tarde se junta morangos. Numa fase mais avançada, surgem intrigantes sugestões de rebuçado
Mousse abundante, rico na boca, expressivo e falador. Acidez qb, solta sensações contraditórias, por vezes peculiares, sempre originais e pouco comuns. Recorda tomate pela acidez, romã pelo aroma, morango no fim de boca, e sobretudo, muito, muito dióspiro pela prova de boca. Nada de dióspiros madurões, mas sim o dióspiro ainda na fase inicial de maturação, na conversão de fruta verde para madura.

Preço: 31€ Média Final: 15,82

Com o primeiro prato que foi um panado de queijo da serra sobre tosta e molho de romã, provamos o Soalheiro Dócil 2008 (Vinhos Verdes) – Este vinho sem vindima tardia e sem botritys foi o ideal para acompanhar este prato, a seu equilíbrio de acidez e doçura acompanhou a consistência do prato. Gostei muito do vinho, sem ficar deslumbrado. Preço:10€ Média Final: 15,29

De seguida fizemos uma prova cega de brancos, o primeiro a entrar em cena foi o Quinta do Regueiro Grande escolha 2006 (Vinhos Verdes) – Já tinha tido oportunidade de provar este vinho noutras ocasiões, e não me desiludiu, em prova cega não se consegue vislumbrar que estamos perante um Alvarinho. Apresenta-se com uma cor cristalina. Nariz fresco, vegetal, com apontamentos que sugerem uma salada de fruta. Leve madeira confere-lhe estrutura. Na boca entra amplo e fresco, evoluindo de forma equilibrada e directa para um final moderado, de complexidade média e acidez vincada. Apesar de não existir muita profundidade de sabores, onde predomina o vegetal, o conjunto consegue rasgos de prazer e frescura.

Preço: 12Média Final: 15,21

O segundo vinho branco que surgiu na mesa foi o Blanc de Montsalvat 2007 (Priorato/Espanha)– para mim esta foi a surpresa, mas pela negativa. Basta vê-lo no copo, com a sua cor dourada muito velha, para se perceber que este branco é diferente. Este estilo de cor só costuma aparecer após anos, décadas de vida, sendo insólita num vinho ainda tão jovem. Mas se por acaso a cor lhe passar ao lado, o nariz encarrega-se imediatamente de o alertar para as particularidades deste branco original. Um aroma denso, pesado, quase decadente, de fruta cozida, pêra, marmelo em calda. Mas o que mais impressiona é a madeira, as frescas notas de menta e eucalipto, e mesmo uma ou outra indicação de avelãs. Gordo, volumoso, pesado, não lhe ficaria mal um agasalho de acidez que disfarçasse as pregas da gordura. E foi aqui que o vinho me desagradou, a sua gordura enjoou-me e fiquei sem vontade de o voltar a provar.

Preço: 18€ Média Final: 14,64

Começou a prova cega de Tintos, o primeiro a surgir na mesa foi o CV 2007 (Douro) – Um dos grandes vinhos para os dois guias já no mercado, o de João Paulo Martins e o do Rui Falcão. Apresentou-se um vinho cheio e escuro, um vinho que começa por nos dar uma estalada de chocolate que quase nos deixa "knock-out"! Depois vem a fruta, muita fruta madura e doce, cassis, ginga, cereja preta e ameixa, sempre escoltada por notas alicoradas. Tudo muito pecaminoso, pervertido, um vinho guloso mas ligeiramente nervoso na boca, talvez fruto da sua juventude. Existe muita fruta, tudo muito fácil e voluptuosa. Final longo.

Preço:45€ Média Final:17,54

O segubdo tinto a chegar á mesa foi o Brancaia Il Blu 2006 (Toscana/Itália) - Entra tímido nos aromas, recatado da clausura em garrafa. Cromaticamente é um caso de amor à primeira vista, um tom escuro como breu, com laivos violeta que conquista de imediato o olhar. É então que desponta a cereja, e um lado floral muito envolvente. Boca incisiva, muito objectiva, harmoniosa, impera o bom gosto e a sobriedade. Elegante, equilibrado e sereno, nada está desarrumado ou a mais neste vinho.

Preço:44€ Média Final:17,57

O último a chegar á mesa foi o espanhol Astrales Christina 2006 (Ribera del Duero/Espanha) – Apresentou-se com um forte nariz, denso, profundo, com fruta madura a lembrar compota de cereja e ginga, mas depois de volteado ele abre, surgindo a densidade do aroma a ameixa e flores, muitas flores em destaque. A madeira confere-lhe definição, através de sensações a noz moscada e a carvalho, de grande nível e complexidade.
Na boca, a estrutura usufrui da elegância de sabores e aromas a ameixa e ginja madura, casados com nuances vegetais, que lhe conferem delicadeza na envolvência ampla. Termina longo, enquadrado por uma acidez viva e alegre que enaltece uns taninos aristocráticos. Um vinho notável.

Preço:35€ Média Final:17,93

No fim da refeição, para acompanhar o Puro disponibilizado pelo Confrade David bebeu-se um Quinta de Roriz Vintage 2003 -É tudo preto, à excepção dos tons violáceos do bordo. A aproximação ao nariz é pautada por uma enorme doçura de fruto, nada enjoativa, em harmonia perfeita com um cunho vegetal muito vincado donde, esporadicamente, se liberta uma fragrância floral de extrema sensualidade. De tudo isto emerge um conjunto cheio de força e vigor, impressionante na frescura. Um vintage muito elegante e fresco.

Preço:50€ Média Final:17,29

E assim terminou mais um belo jantar dos Puros, e desejando que o próximo surja para breve..... o Natal está á porta.. Até já.

6 Comments:

Blogger Chalana said...

Ja tinha saudades dos nossos jantares...

Ao contrario da mesa, gostei da prova de brancos, diferentes no seu estilo, sem serem exuberantes e triunfantes, mas com caracter e originalidade.

P mim, mero curioso, a desilução foi o Vintage, possivelmente pela expectativa, mas n cria vontade de voltar a beber, faltando a passa e o chocolate tão caracteristica.

Com m P. Bento há mistura o "astral" do Grupo continua intocável.

E q venha rápido o jantar de Natal

Um abeaço a todos

5:52 da tarde  
Blogger PAULO SOUSA said...

Bons pratos,bons vinhos,bons amigos,eis o Puros e Vinhos.

Um abraço e parabéns pelo 6º aniversário

10:13 da tarde  
Blogger Mario Joao said...

Pois é ! Andamos, andamos e já chegámso ao 6º aniversário ! Parabéns a nós que somos o Puros & Vinhos !
tal como o Chalana também eu tinha saudades dos nossos jantares e fico na expectativa das escolhas para o nosso habitual e grandioso jantar de Natal que se aproxima. Aquilo que se me oferece dizer acerca dos vinhos e dum aforma muito sucinta é que duma forma geral os brancos me desiludiram, embora achasse "piada" o Alvarinho da Qta do Regueiro porque não parecia nada um Alvarinho. O champanhe Rosé desiludiu-me e não é para a minha boca...mas foi mais um que ficamos a conhecer ( para quem não conhecia, claro )... mas comparar com o Ruinard Blanc des Blancs é quase ofensivo, Sr. Presidente e isso notou-se na nota média final...
Os tintos foram muito mas mesmo muito equilibrados ( 17,54 ; 17,57; 17,93) e muito bons... mas deu-me a queda para o Astrales Christina... O Vintage foi uma desilusão e se pensarmos no preço da garrafa uma dupla desilusão... meu querido Vesúvio...
Uma palavra para a boa disposição do grupo e um obrigado ao David pelos puros com que nos presenteou!
Um abraço a todos e até breve...
E muita inspiração ao nosso presidente para as próximas sugestões do nosso jantar de Natal!

12:22 da manhã  
Blogger Presidente said...

Temos de preparar o jantar de natal, e para ja preciso de uma data. 18/12 e 11/12 estão fora de causa.

Depois gostava de sugestões para vinhos que se possam comprar em Portugal ou via internet.

Um abraço

11:43 da manhã  
Blogger Presidente said...

Sr António Amaro e Sr. Rogério, estou á espera de uma crónica dos Srs. jornalistas sobre o ECV ( os +; os -; melhoramentos; e sugestões)

Quanto ás sugestões para os vinhos para o jantar de Natal, neste momento só o António Amaro sugeriu:
Espumante murganeira Touriga nacional
Qta do vale Meão 2007
Qta da sardonia 2006
Vintage Vesuvio 2007
ou Dows Vintage 2007

Eu acrescento os seguintes:
Branco:
Weingut Joh Jos Prüm
Riesling Kabinett Wehlener Sonnenhur 2007
ou
Domaine Leflaive
Puligny Montrachet 2006

Tinto
Amon-Ra 2008
Batuta 2007
Esporão 1º prémio 2007

se o Vinha da Ponte 2007 sair entretanto,valia a pena o esforço

E datas meus senhores?

5:53 da tarde  
Blogger Mario Joao said...

Boa tarde a todos,
Quanto ás datas para o nosso jantar de Natal informo que de 4 a 8 não posso... ou talvez possa no dia 8 à noite pois regresso cedo.
Os outros dias e desde que seja marcado com antecedência podia marcar e fechar já a minha agenda.

Abraço

5:55 da tarde  

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