Puros & Vinhos

quarta-feira, novembro 26, 2008

vinhos para o jantar de Natal (data a anunciar)

Para começar:

Ruinart Blanc de Blancs

Prova cega de brancos:

Herdade do Esporão Private Selection 2007 Branco
Varias castas
David Baverstock
Nota: JPM-17
Rui falcão: 15,5
Pedro Gomes:16

Redoma Reserva Branco 2007
Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto
Dirk Niepoort
Nota: RV-17.5
Rui Falcão:18,5
Pedro Gomes:17
Tiago teles:17

Conceito Branco 2007
40% Codega, 40% Rabigato, 20% outras castas do Douro
Rita marques
Nota: RV-17,5

Prova cega de tintos:

Two Hands Lilly's Garden 2005
Michael Twelftree e Richard Mintz
Nota: RP-94

Robustus 2004
varias castas do Douro
Dirk Niepoort
Nota: JPM-18,5
Rui Falcão:18,5
Pedro Gomes:18
Tiago Teles: 18

Cortes de Cima Reserva 2004
52% aragonez, 24% Touriga Nacional,14% Syrah e 10% Cabernet
Hans Kristian Jorgensen
Nota: JPM-18
Rui Falcão:17
Pedro Gomes:17,5
Tiago Teles:17

Clos Mogador 2005
Garnacha ,Cabernet sauvignon, Syrah e Cariñena
René Barbier
Nota: RP-98

Para a sobremesa:

Moscatel do Douro (2000)
Dirk Niepoort

Espero que seja uma grande noite


segunda-feira, novembro 10, 2008


And the winner is:


Casa Lapostolle
Clos Apalta Colchagua Valley 2005

96 points / $75
5,987 cases made

Since its outstanding debut 1997 vintage, Casa Lapostolle's Clos Apalta bottling has helped to establish Chile as a premier red-wine region. Owner Alexandra Marnier-Lapostolle and her team created a blend of Chile's unique Carmenère variety, Merlot and Cabernet Sauvignon sourced from the estate's oldest vines in Colchagua's Apalta sub-valley, then kept refining: fermenting in smaller lots, hand-destemming berries and constructing a gravity-flow winery. All this came to fruition in the long, warm, dry 2005 vintage, easily Chile's modern best. Marnier and new winemaker Jacques Begarie blended in 4 percent Petit Verdot for the first time, adding aroma and color. Rich and velvety, the 2005 Clos Apalta should reward cellaring. The wine's price has remained relatively modest through the years.

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Château Rauzan-Ségla
Margaux 2005

97 points / $100
10,000 cases made

Estate manager John Kolasa claims that nature did the lion's share of the work in 2005, leaving him and his team with a relatively simple job. Yet vast investment at the estate since the mid-1990s by the owners, who also control Chanel, enabled Rauzan to reap the benefits of a great growing season. The estate's grand vin, which reached a quality pinnacle in 2005, is 54.5 percent Cabernet Sauvignon, 39 percent Merlot, 5 percent Petit Verdot and 1.5 percent Cabernet Franc, selected from 74 of the 128.5 acres of vineyards.

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3 (SURPRESA!!!not)

Quinta do Crasto
Douro Reserva Old Vines 2005

95 points / $40
1,500 cases imported

This red from Portugal's Douro River Valley is at the crest of the new wave of high-quality table wines issuing from the historic heartland of Port. Up to 30 different grape varieties from old-vine vineyards compose this refined blend. Some of the grapes are foot-trodden in lagares during initial fermentation, and the wine is then aged 18 months in French (85 percent) and American oak. It is neither fined nor filtered before bottling. The winemaking team includes Manuel Lobo, Dominic Morris and Tomás Roquette.

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Château Guiraud

Sauternes 2005

97 points / $57
9,165 cases made

Bordeaux's sweet wines shared the limelight in the region's legendary 2005 vintage. Many châteaus, like Guiraud, long under the direction of Xavier Planty, produced their best wine ever. During the harvest, grape pickers passed painstakingly through the estate's 210 acres of 35-year-old Sémillon and Sauvignon Blanc vineyards, selecting only grapes affected by botrytis. By harvest's end, each acre yielded only enough grapes for 54 cases of wine, with about 20 percent of that set aside for the estate's second label

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Domaine du Vieux Télégraphe
Châteauneuf-du-Pape La Crau 2005

95 points / $55
15,830 cases made

Brothers Daniel and Frédéric Brunier represent the third generation of Bruniers to run this famed estate. With a large (173 acre) contiguous vineyard, a rarity in the appellation, the Bruniers rely heavily on Grenache, Mourvèdre and Syrah to produce their top red cuvée. Tight and almost gravelly in feel when young, the wine has a proven ability to reward cellaring. The 2005 is a blue-chip bottling from a structure-driven vintage.

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Pio Cesare
Barolo 2004

94 points / $62
7,000 cases made

This big, juicy, chewy wine is one of Piedmont's most reliable and widely available quality blended Barolos. Pio Boffa represents the fourth generation to run this estate, located in the heart of Barolo's capital of Alba. He sources Nebbiolo grapes from the winery's own vineyards in the Serralunga d'Alba commune and supplements them with grapes from trusted suppliers in the region.

Vídeo de apresentação


Château Pontet-Canet
Pauillac 2005

96 points / $100
20,830 cases made

Owner Alfred Tesseron has masterminded one of the most remarkable turnarounds on Bordeaux's Left Bank in the past decade, elevating the quality of Pontet-Canet's wines beyond that of fifth-growth. While Pauillacs such as Château Mouton-Rothschild and Château Latour draw much higher prices, Pontet-Canet too crafts powerful wines, built for aging, that express its vineyards planted on poor, gravel soils half a mile from the Gironde River.

Vídeo de apresentação


Château de Beaucastel
Châteauneuf-du-Pape 2005

96 points / $95
15,000 cases made

One of the largest estates in the Châteauneuf-du-Pape appellation, this property is owned and run by the Perrin family. In 2005, they produced their best regular cuvée since 1989 (Wine Spectator's Wine of the Year in 1991). The Beaucastel vineyard produces dense and explosive wines from a collage of 13 different grapes, most notably Grenache and Mourvèdre. Each is fermented separately in concrete or wooden vats. The third year of drought, 2005 only intensified the concentration and structure of this ageworthy red.

Vídeo de Apresentação


Shiraz McLaren Vale Carnival of Love 2007

95 points / $90
2,596 cases made

Carnival of Love is one of the few great Aussie Shirazes priced less than $100. Mollydooker owners Sarah and Sparky Marquis buy the grapes from the Gateway Vineyard, a property planted in 2000. They aim for 4 tons per acre from the site, but severe drought in 2007 reduced yields by nearly half. The wine finished primary fermentation in barrel to better integrate the flavors and tannins of the 100 percent new American oak.

Video de apresentação


Zinfandel Sonoma County 2007

93 points / $24
68,000 cases made

The Seghesio family has been making wine for a century in northern Sonoma County and farms more than 400 acres of Zinfandel in Alexander and Dry Creek valleys. They make a range of vineyard-designated Zinfandels, such as Home Ranch and Cortina, and a bottling from the oldest vines. But for this Sonoma County 2007, winemaker Ted Seghesio tapped his diverse grape sources for a more widely available, well-priced wine. Aged 11 months in 75 percent American oak, it's complex, with a supple texture and a spicy finish

Vídeo de apresentação



Alguns dos membros do Puros & Vinhos decidiu ir almoçar ao Gemelli, e experimentar o almoço de degustação de Sexta-feira. Fomos muito bem recebidos pelo Chef Augusto Gemelli, que nos presenteou com uma magnifica refeição. O menu era o seguinte:
Rolinho de Espadarte a Siciliana com Molho de Tomate

Presunto de Parma com Cebolinha em Agridoce de "Garnacha" e Laminas de Pão de Mafra

Primo Prato
"Ravioli" de Costela de Novilho com Manteiga de salva e Pecorino Ralado

Secondo Piatti
"tagliata" de Novilho com batata Saltada e Pesto

nosso Toque de Doçura" (Creme Brulée com chocolate picante)

Esta refeição era acompanhada pelos seguintes vinho: Terrenus Br 2007 e Terrenus Tn 2006. Preço Total de 39€.

Vou dar a minha opinião sobre o vinhos que foram degustados durante a refeição:

2PR Vinho Branco Unfiltered Gemelli (Douro) - É acima de tudo um encontro de amigos, Pedro Sequeira e Atónio rosas da 2PR e o Chef Augusto Gemelli. Partindo duma ideia de Augusto Gemelli de criar um vinho branco Unfiltered.
vinho Branco Unfiltered gemelli é um vinho pouco comum nos dia de hoje pois não teve qualquer tipo de estabilização tartárica e filtração, no fundo trata-se dum regeresso ao passado no Mundo dos Vinhos.
Esta foi uma cortesia do anfitrião augusto Gemelli que nos deu a experimentar esta sua experiência no mundo dos vinhos.

Basta vê-lo no copo, com a sua cor dourada muito velha, para se perceber que este branco é diferente. Este estilo de cor só costuma aparecer após anos, décadas de vida, sendo insólita num vinho ainda tão jovem. Mas se por acaso a cor lhe passar ao lado, o nariz encarrega-se imediatamente de o alertar para as particularidades deste branco original. Um aroma denso, pesado, quase decadente, de fruta cozida, pêra, marmelo em calda. Gordo, volumoso, pesado, um pouco flácido, não lhe ficaria mal um agasalho de acidez que disfarçasse as pregas da gordura... E no entanto, o vinho nunca se torna plano, acabando mesmo por mostrar-se engraçado na boca, denso e amplo, mas sem nunca se transformar numa caricatura. Final longo. Atreva-se a provar algo muito diferente, mas bem feito.
Nota: 16

Terrenus Br 2007 (Alentejo) - Cor amarelo citrina, na transição para o amarelo palha. A baunilha da madeira ainda mostra os seus atributos de forma visível, não sendo porém suficiente para o melindrar em demasia. Os aromas apontam para a fruta branca, pêra, melão, marmelo e melancia, intercalada por uma singular nota de aniz. Em socorro destes aromas relativamente pesados saem os aromas citrinos, que ajudados pelas lichias ajudam a refrescar o conjunto aromático.
A boca confirma as expectativas criadas pelo nariz, está gordo com acidez viva, carácter mineral muito evidente, Fresco, vivo, resoluto, consegue manter-se redondinho e fino sem nunca se perder em excessos.
Nota: 15.5
Terrenus Tn 2006 (Alentejo) - Aroma declaradamente frutado, suave como a planície, recorda de imediato amora, morango e mesmo uma pincelada de framboesa. Levemente especiado, distinguem-se notas de noz moscada e pimenta preta com facilidade. Boca igualmente frutada, boa acidez, frescura retemperadora, revela final médio/longo. Um vinho agradável.
Nota: 15

Nesse dia tinha chegado á minhas instalações um vinho australiano que eu resolvi levar paro o "Repasto", na esperança que fosse autorizado a abri-la para degustação. Este pedido foi aceite de imediato pelo anfitrião, que desde já agradeço. esse vinho foi o seguinte:

Kilikanoon Oracle Shiraz 2005 (Mclaren Valley/Austrália) - A cor é no mínimo impressionante, muito carregada, quase opaca. O aroma vai revelando diferentes sensações ao longo da prova, desde moka e Chocolate, passando pela fruta preta iniciais até aos maravilhosos aromas complexos depois de bastante arejado. Presença notável de pimenta moída e madeira americana em extrema harmonia com o nariz.
O palato mostra a fruta generosa e expressiva que o cobre bem como o aveludado do paladar. A concentração revelada por este vinho é absolutamente espantosa! Os taninos são firmes como aço mas tão bem integrados na estrutura que quase parecem aveludados e suaves.
Apesar de ser quase um infanticídio beber este vinho agora, a verdade é que ele se bebe agora com muito, muito, mas mesmo muito prazer. É "apenas" um vinho tremendamente "sexy" e voluptuoso. Faz parte do restrito lote de vinhos que mostra a sua grandiosidade desde a mais tenra infância. Robert Parker deu 92Pts a este vinho e deu 97Pts relativamente ao 2004.
Nota: 18

Os vinho australianos que estão referidos neste blog são quase todos comprados na internet através do seguinte site:
Noel young Wines

Obrigado Gemelli pelo excelente repasto que nos proporcionou.


terça-feira, novembro 04, 2008


Para comemorar o 5º aniversário dos Puros & Vinhos Convidamos para estar á mesa os seguinte vinhos: Nossa 2007; Doda 2005 (ou quinto Dado); La Firma 2005; Neo 2005; l'Autentica 2005 e o Quinta do Noval Colheita 1986.

Estavam presentes 16 provadores e os três vinhos tintos foram provados em prova cega. Deixo aqui as notas de prova assim como a média de pontuação obtido:

Nossa 2007 Br (Beiras/Portugal) - Côr amarelo palha a dominar o espectro.
O nariz sem apresentar fruta exótica ou algo parecido, privilegiando numa primeira fase as notas fumadas, para logo passar aos aromas citrinos, à lima verde, tangerina, clementina, acolitados por recordações vegetais muito frescas.
Boca untuosa, quase glicerinada, muito aveludada, é senhor de uma acidez cristalina, quase cortante, que, precisamente, lhe corta toda a gordura da boca. Espesso, encorpado, consegue reunir uma entrada em ténue doçura para passar a um final vibrante, seco e crocante. Final médio.
Enfim é um vinho feito para ser usufruido com uma boa refeição e não para ganhar provas.

Caracteristicas: região:Beiras; Castas: Encruzado e Bical; teor: 13º; Enólogo: Filipa pato

Média Final: 15.10

Doda 2005 ou Quinto Dado Tn (Douro-Dão/Portugal) -Boa concentração de cor. Tostados da madeira ainda a açambarcarem grande parte do aroma, embora este já se mostre intenso e rico, combinando ameixa, cereja e amora. Boca muito convincente: textura aveludada e sabores frutados a envolverem o palato. Muito boa extracção e uma acidez exemplarmente entrosada com a restante estrutura e a dar alma ao conjunto. Categórico no final, numa explosão de fruta envolta por uma estrutura de taninos maduros e muito suculentos. O Dão e o Douro num misto de modernidade e classicismo: Mais sumarento e mais guloso, mas sempre elegante e requintado. Belíssimo vinho.

Caracteristicas: região: Douro e Dão; castas: Touriga Franca, Touriga nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão; Teor: 14º; Enólogo: Dirk Niepoort e Álvaro Castro.

Média Final: 15,87

La Firma 2005 Tn (Basilicata/Itália) - É sempre reconfortante provar vinhos diferentes, vinhos que não se envergonham de recorrer a castas invulgares, vinhos com história, vinhos que falam do lugar onde nasceram e das pessoas que os criaram. E este é, sem dúvida, um vinho diferente, o aroma é dominado pelas fortes notas de acetona, cereja, chocolate, bosque, alfarroba, cedro, armário velho encerado, tabaco, um sem fim de aromas que desfilam perante o nosso nariz, aromas que nos obrigam a meditar.
Boca suave, quase discreta, quase sem se dar por ela, vai revelando os seus infinitos segredos de forma suave e progressiva. Viril mas suave, musculado mas pleno de flexibilidade, taninoso mas delicado, volumoso mas fino, é um vinho que termina longo e duradouro no palato. É fácil passar ao lado de um vinho destes, mas não se deixe enganar, temos mesmo um belo vinho a ser descoberto.

Caracteristicas: Região: Basilicata; Castas: Aglianico del Vulture; Teor: 14,5º ; Enólogo: Luigi Moio

Média Final: 16,10

Neo 2005 Tn (Ribera del duero/Espanha) - Nariz intenso, denso, onde as sensações a compota de ameixa misturam-se com a fortaleza de uma madeira estruturante e complexa, que lhe confere componentes a café, chocolate, baunilha, fumo e tabaco. Apesar de presente, a madeira integra-se no conjunto de forma exemplar. A envolvência vegetal lembra eucalipto.
Na boca
é suave, espesso nos sabores a fruta que marcam a evolução no palato. A acidez equilibra a progressão, revelando uns taninos estruturados, sedosos. O final é longo, saboroso, elegante e apetecível. Eu gostei muito.

Caracteristicas: Região: Ribera del Duero; Castas: Tempranillo; Teor: 14º; Enólogo: javier Ajenjo, julio Conde e José luis Simon

Média Final: 17.30

L'Auntentica 2005 Sobremesa (Basilicata/Itália) - Ampla gama de tonalidades onde se incluem castanhos, mel, acobreados e muitos esverdeados no bordo. Grande envergadura aromática combinando caramelo, café, mel, bolo inglês com a amêndoa. Não menos impressionante na boca. Mostra-se com uma finura incrível com as notas meladas a tostadas a saltar literalmente de uma textura suavemente untuosa. Uma acidez absolutamente incrível em sintonia perfeita com o corpo e os sabores do vinho. E depois um final interminável impregnado de notas meladas e tostadas que a acidez desdobra em camadas sucessivas. Um vinho que se cola literalmente às mucosas, prolongando indefinidamente aromas e sabores.

Caracteristicas: Região: Basilicata, Castas: 70% Moscatel del Vulture e 30% Malvasia del Vulture, teor:14º, Enólogo: Luigi Moio

Média final: 17.58

Quinta do Noval Colheita de 1986 Porto ( Douro/Portugal) - Com 21 anos de lindíssima cor ambarina, um tom acobreado que surpreende pela intensidade e concentração. Massa de pão adornada por pinhões e amêndoas, são as primeiras sensações que saltam ao nariz, logo seguidas de notas de fermento, tabaco seco e especiarias, sobretudo cardamomo. Descobre-se ainda algum caramelo, e por momentos fica-se com uma sensação de fumeiro, sensação que com o tempo se desvanece. Glicerinado, quase viscoso, os frutos secos marcam indelevelmente a boca, acrescentando dimensão e complexidade, e envolvendo-o num elegante manto sedoso. Bom final, carrego de intensidade.

Caracteristicas: Região: Douro; Castas: Predomina a Touriga nacional, Tinta Roriz e Touriga Francesa. teor: 20,4º

Média Final: 16.33

O repasto estava sensacional, tendo contado com a dedicação o profissionalismo e a criatividade da Angela, Manel e do chef Henrique Louro do Restaurante Club em Vila Franca de Xira.

Parabéns a Nós Todos.